sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

OS 10 MELHORES LIVROS (E O PIOR!) DE 2015

Seguindo o exemplo de vários amigos decidi retornar com a lista dos dez melhores livros que li durante este ano. E em vez de “esquentar a cabeça” procurando determinar qual livro foi o melhor, resolvi listar os livros por ordem de leitura. Além disso, neste ano farei uma menção desonrosa, nomeando a pior leitura do ano.



01. HYDE, Daniel R. The Nursery of the Holy Spirit: Welcoming Children in Worship. Wipf & Stock.
            Neste livro o Pr. Daniel Hyde argumenta em favor da plena inclusão das crianças no culto solene, indo contra a difundida prática de retirá-las no momento do sermão, para o que chamam de “cultinho infantile”. O autor apresenta uma excelente investigação histórica e bíblica, além de oferecer excelentes conselhos práticos para que os pais ajudem seus filhos a compreenderem os sermões.


02. FERGUSON, Sinclair. The Trinitarian Devotion of John Owen. Reformation Trust.
            Excelente exposição do pensamento do grande puritano John Owen, sobre como o cristão desfruta de comunhão com cada uma das Pessoas da Santíssima Trindade. Melhor que ler a exposição feita pelo Dr. Sinclair Ferguson, só mesmo ler a obra do próprio John Owen, Comunhão com o Deus Trino. O livro foi publicado pela Editora Fiel e pode ser adquirido aqui.


03. TRUEMAN, Carl R. O Imperativo Confessional. Monergismo.
            Livro particularmente importante para membros de igrejas protestantes confessionais. Vivemos dias nos quais aumenta a infidelidade confessional e aos votos de ordenação. O Dr. Trueman apresenta a fundamentação bíblica do confessionalismo, sua importância e seus benefícios para a igreja.


04. REINKE, Tony. Lit! A Christian Guide To Reading Books. Crossway.
            Li este livro no início do ano e o recomendei a vários amigos. O livro é dividido em duas partes. A primeira apresenta uma teologia da leitura. Destaco a argumentação do autor em relação à importância da leitura em oposição ao apego contemporâneo a recursos visuais. Na segunda parte Reinke oferece vários conselhos práticos, por exemplo, como marcar os livros, como balancear a leitura com diferentes gêneros literários etc.


05. TRIPP, Paul David. Vocação Perigosa: Os Tremendos Desafios do Ministério Pastoral. Cultural Cristã.
            Leitura preciosa para todos aqueles que servem no Sagrado Ministério da Palavra. Paul Tripp tem uma capacidade única de nos levar às lágrimas e ao clamor por mais misericórdia e graça, a fim de não sermos engolidos por nossos próprios corações.


06. KÖSTENBERGER, Andreas J. Excellence: The Character of God and the Pursuit of Scholar Virtue. Crossway.
            Köstenberger trabalha a importância da busca pela excelência vocacional, moral e acadêmica por parte de todos aqueles que se ocupam da Teologia. Leitura recomendada aos meus amigos pastores/mestres.


07. BURROUGHS, Jeremiah. Adoração Evangélica. Os Puritanos.
            Diferente de outras obras a respeito do culto, esta não se preocupa tanto em definir quais elementos de culto são permitidos na adoração a Deus. Antes, o seu propósito está em como o adorador pode ouvir sermões, orar e receber os sacramentos de modo a santificar devidamente o nome do Senhor.


08. ESWINE, Zack. A Depressão de Spurgeon. Fiel.
            Crente não tem depressão? Homens de Deus não ficam deprimidos? Neste livro Zack Eswine analisa os escritos e sermões do Príncipe dos Pregadores para, a partir das suas próprias palavras, oferecer conselhos valiosos e esperança a todos aqueles que lutam contra a depressão, principalmente pastores.


09. WIKER, Benjamin. 10 Livros que Estragaram o Mundo. Vide Editorial.
            Se você deseja compreender melhor a terrível visão de mundo que fundamenta quinze obras amplamente lidas em nossa sociedade, então, este é o livro que você deve ler. De acordo com o autor, o mundo seria um lugar bem melhor se tais obras nunca tivessem sido escritas.


10. DALRYMPLE, Theodore. A Vida na Sarjeta. É Realizações.
            Minha sensação ao ler este livro foi a de que o autor não estava falando da realidade dos bairros pobres de Londres, na Inglaterra. Em muitas ocasiões eu tive a convicção de que ele estava descrevendo o caos moral no qual a nossa sociedade brasileira está mergulhada.

MENÇÃO DESONROSA - A PIOR LEITURA DO ANO!

- 1. CUNHA, Renato. Sob os Céus da Escócia. Reflexão.
            Ao longo do ano fiz algumas leituras que, simplesmente, não me empolgaram. Não obstante, a leitura de Sob os Céus da Escócia não apenas não me empolgou, mas, na verdade, despertou a minha indignação. Há muito tempo, desde a leitura de Eleitos, mas Livres, de Norman Geisler, eu não lia algo tão desonesto em seu método e em sua argumentação. O grande desejo do autor é provar que a Confissão de Fé de Westminster, João Calvino, John Knox e a maior parte dos puritanos ingleses e escoceses eram continuístas, de maneira que tanto ensinaram sobre como tiveram experiências com o dom de profecia.

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