quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

ANÁLISE TEORREFERENTE DO FILME V DE VINGANÇA

NOTA: Escrevi esta análise no ano de 2010, para cumprir as obrigações do módulo Cosmovisão Reformada, do meu curso no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper. Diante da presente realidade da nossa sociedade penso que a mesma pode ser de alguma utilidade.

INTRODUÇÃO

O historiador francês Marc Ferro afirmou que, é perfeitamente possível que o cinema seja usado como instrumento pedagógico, doutrinário ou de propaganda. Ele afirma que, “o cinema é um testemunho singular de seu tempo”.[1] Isso quer dizer que, filmes são bem mais do que simples produções cinematográficas que visam entreter. Filmes são poderosos veículos de ideias e conceitos.

Um exemplo concreto do que é afirmado por Ferro foi o que aconteceu em novembro de 2006, quando um grupo de manifestantes do grupo “Fundação para a Educação Constitucional”, fantasiaram-se de um personagem mascarado em Washington, D.C. O grupo caminhou em frente à Casa Branca, exigindo o direito de fazer uma petição ao governo e receber as devidas respostas em relação às violações da educação na Constituição americana.[2] Os manifestantes estavam fantasiados de um personagem do longa-metragem V de Vingança, produzido pela Warner Bros., e que narra a luta de um terrorista pela liberdade diante de um governo totalitarista.

Percebe-se, então, que filmes não são produções culturais neutras. Pelo contrário, são veículos promotores de aspirações, desejos e até mesmo de insatisfações. H. R. Rookmaaker entendeu isso muito bem quando, discorrendo sobre o papel da arte na sociedade afirmou que, “a arte também pode dar forma ao nosso descontentamento, nosso desconforto em relação a certos fenômenos. Ela pode dar forma ao protesto”.[3] Logo em seguida, Rookmaaker diz que uma das ferramentas para isso são os filmes. Em função disso, faz-se necessário entender as visões de mundo apresentadas nos filmes e como elas influenciam e refletem os valores da sociedade.

O presente trabalho se ocupará de uma análise teorreferente do filme V for Vendetta (V de Vingança). Entende-se que Deus é a referência última de toda a existência, tanto do homem regenerado quanto daquele que não foi regenerado pelo Espírito e pelo poder da Palavra. Sendo assim, o coração daqueles que produzem filmes é profundamente religioso. Isso quer dizer que, ou ele se prostra diante de Deus e sua produção artística proclama a glória de Deus, ou ele se prostra diante de ídolos, aspectos da criação absolutizados pelo coração irregenerado. Consequentemente, suas produções culturais serão direcionadas para longe de Deus e dos princípios absolutos das Escrituras.

Faça o download da análise completa aqui.



[1] FERRO, Marc. O Filme: uma contra-análise da sociedade. In: LE GOFF, J., e NORA, P. História: novos objetos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988. p. 203.
[2] Cf. < http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1247979-EI294,00.html>.
[3] ROOKMAAKER, H. R. A Arte não Precisa de Justificativa. Viçosa: Ultimato, 2010. p. 53.

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