sexta-feira, 27 de setembro de 2013

DA IMPORTÂNCIA DE UMA BOA BIBLIOTECA PASTORAL

Parte da minha biblioteca particular.
Por Eliseo Vila

Nenhum ser humano é capaz de armazenar em sua mente cada detalhe necessário para exercer uma profissão intelectual ou analisar a fundo um determinado tema. O cérebro humano retém os recursos básicos, o esqueleto da informação recebida durante o período de estudos. No entanto, para aprofundar o assunto e atualizar os conhecimentos adquiridos, é necessário recorrer aos livros. Portanto, todo profissional que se orgulha do seu trabalho, necessariamente, tem que dispor de uma biblioteca. Quanto mais ampla, melhor.

Esta máxima, aplicada ao pastor, adquire uma maior dimensão. O ofício de pastor é, sem dúvida, o mais versátil e complexo dentre todos os outros. Desde a preparação de um sermão à organização de um acampamento de jovens; de encorajar os idosos a disciplinar as crianças; de consolar os enfermos a tratar conflitos conjugais. Deve lidar com todas as classes de seres humanos: pobres, ricos, intelectuais, analfabetos, depressivos e otimistas. E precisa saber de tudo: teologia, história, ciência, literatura, geografia, pedagogia, sociologia, psicologia. Poucos profissionais têm de enfrentar um labor tão diversificado, e veem a necessidade de responder a perguntas tão díspares e vão exigir conhecimentos tão variados, como os pastores.

Podemos imaginar que qualquer homem, por mais sólida que tenha sido a sua formação ou anos de experiência acumulada, pode enfrentar um labor tão amplo e minucioso, sem a ajuda de uma boa biblioteca para lhe proporcionar informações detalhadas sobre o tema específico na hora certa?


Todos os grandes profissionais confiam boa parte do seu êxito à sua biblioteca. Médicos, advogados, engenheiros, arquitetos. Todos eles consideram como prioridade básica manter atualizada a sua biblioteca, o principal apoio para o seu trabalho diário. E a utilizam constantemente. Para consultar, para contrastar, para ampliar e reforçar os conhecimentos adquiridos. Para informar-se de novas técnicas, novas leis ou de novas descobertas. Para comparar umas teorias com as outras e, assim, chegar às melhores conclusões. Se isto é assim nas profissões seculares, o que diremos do ministério pastoral? Acaso o pastor não precisa fazer o mesmo?


FONTE: Eliseo Vila Vila. La Biblioteca Pastoral: Consejos Prácticos sobre su Importancia, Formación, Organización y Utilización. Barcelona, ES: Editorial CLIE, s/d. p. 5.
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