quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

COMO ESCREVER UM ENSAIO TEOLÓGICO

John M. Frame
Por John M. Frame


O que se segue é meu método de pesquisa e escrita teológica. Há certamente muitos outros, e nem sonho em impor a minha abordagem a quem quer que seja. Contudo, você deve partir de algum ponto, com algum tipo de modelo em sua cabeça; e, depois de alguns anos de trabalho nesse campo, continuo achando que o seguinte plano tem algum mérito.

Todos os ensaios teológicos, mesmo os que são dedicados às ideias originais do autor, envolvem alguma pesquisa. (Esse é o caso mesmo quanto aos ensaios e outras apresentações não redigidos num estilo acadêmico tradicional.) No mínimo envolve pesquisa exegética e uma inteligente interação com textos bíblicos. De outro modo, à obra teológica dificilmente poderá arrogar-se alguma qualidade escriturística; e, se não for escriturística, simplesmente será sem valor. Adicionalmente, em geral deve haver alguma interação com outros teólogos ortodoxos, a fim de proteger-nos de alguma aberração individualista. Pode haver também alguma interação com alguma teologia não ortodoxa, e, na esfera secular, com a ciência, a política, a economia, a filosofia, as tendências culturais, e coisas semelhantes, em termos de contraste, crítica, e “ponto de contato”.

Além disso, todo ensaio deve conter alguma coisa do próprio teólogo. Raramente é suficiente apenas dizer ao leitor o que alguma outra pessoa diz (um “ensaio expositivo”, como eu lhe chamo). Nos trabalhos do nível de seminário também não é adequado firmar uma série de argumentos-“padrão” sobre um assunto – argumentos que têm sido utilizados repetidamente. Descrevo os trabalhos desse tipo como “linhas partidárias”. Essas muitas vezes são úteis; é bom você ter na ponta da língua os argumentos-padrão a favor do batismo infantil, por exemplo. Eu mesmo uso frequentemente esse tipo de argumento quando falo com inquiridores. Mas em geral os argumentos tipo linha partidária não são próprios para os ensaios teológicos. Exposições, sumários, pesquisas, linhas partidárias – todas essas coisas são, essencialmente, regurgitações de ideias obtidas de outras fontes. Envolvem pouco pensamento analítico ou crítico. Mas esse é precisamente o pensamento necessário, se é que se espera que o ensaio represente um avanço no conhecimento da igreja.

A integração entre a pesquisa e o pensamento criativo pessoal é, pois, a meta – ou melhor, é um importante meio pelo qual chegar à meta final da edificação. Para cumprir esse propósito, trabalho de acordo com os seguintes passos (mais ou menos):

1. Escolha um tópico com cuidado, um tópico que ajude as pessoas e que você possa manejar adequadamente dentro do tempo que lhe estiver disponível e dentro da extensão do documento que você pretende escrever (e na extensão da apresentação não escrita).

2. Procure entender as suas fontes. Deve-se fazer exegese completa dos textos da Escritura. Quanto às outras fontes, em geral faço esboços completos das mais importantes. Se estou fazendo resenha de um livro (ao menos em certa extensão), costumo esboçar o volume inteiro, procurando entender precisamente a estrutura dos argumentos, o que é dito e como é dito. As fontes menos importantes, isto é, as que são referidas só de passagem ou das quais só pequenas porções são de interesse, podem ser tratadas com intensidade proporcionalmente menor; mas o teólogo tem a responsabilidade de fazer uso correto mesmo de fontes incidentais.

3. Escreva o que você achar interessante. Depois de fazer esboços das minhas fontes, costumo tornar a lê-las (mais depressa na segunda vez, pois o esboço ajuda) para descobrir coisas que me interessam. Eu redijo (com página de referências) qualquer coisa que me pareça especialmente útil, qualquer coisa que seja especialmente ruim, qualquer coisa que causa confusão ou perplexidade, qualquer porção que possa acrescentar uma fatia ao meu escrito. Esse é o princípio da real atividade teológica (embora a criatividade de certo tipo não deva faltar inteiramente nem aos estágios 1 e 2).

4. Faça perguntas acerca das suas fontes. Qual é o propósito do autor? A que perguntas ele está tentando responder, e como as responde? Tente parafrasear a posição dele da melhor maneira que puder. A posição dele é clara? Analise toda e qualquer ambiguidade. Que é que ele está dizendo, se lhe dermos a melhor interpretação possível? E se lhe dermos a pior? E a mais provável? Se você topar com alguma coisa especialmente interessante, acrescente-a às notas mencionadas no passo 3.

5. Formule uma perspectiva crítica das suas fontes. Como você as avalia? Use os critérios 1 a 9 do Apêndice E [Avaliando Escritos Teológicos]. Sempre é preciso haver uma avaliação, positiva ou negativa; se você não souber o que é bom ou ruim numa fonte, não poderá fazer nenhum uso responsável dela. Claro está que, quanto a um texto da Escritura, a avaliação sempre deve ser positiva. Com relação a outros textos, geralmente há algum elemento de avaliação negativa.

6. Organize as suas notas de acordo com os tópicos de interesse. Geralmente eu revejo as minhas anotações e anoto tudo o que se relaciona com um tópico particular. O computador pode prestar boa assistência aqui.

7. Depois pergunte: Que é que eu quero dizer aos meus ouvintes com base em minha pesquisa? Determine um ou mais pontos que você acha que os seus leitores, ouvintes, entrevistadores (etc.) devem saber. Esse propósito deve determinar plenamente a estrutura da sua apresentação. Omita tudo o que lhe seja estranho. Você não precisa contar aos seus ouvintes tudo o que aprendeu. Aqui vão algumas coisas que você pode escolher para fazer nesse ponto: (a) Faça perguntas. Por vezes uma pergunta bem formulada pode ser edificante, mesmo que o teólogo não tenha resposta. É bom que saibamos algo que é misterioso, algo que está além da nossa compreensão. (b) Analise um texto ou um grupo de textos teológicos. Análise não é “exposição”, mas “explicação”. Ela descreve por que o texto está organizado ou fraseado de certa maneira – seu pano de fundo histórico, suas relações com outros textos, etc. (c) Compare ou contraste duas ou mais posições. Mostre as suas semelhanças e diferenças. (d) Desenvolva implicações e aplicações dos textos. (e) Suplemente os textos de algum modo. Acrescente ao seu ensino algo que você ache importante. (f) Ofereça crítica – avaliação positiva ou negativa. (g) Apresente uma combinação do que antes foi exarado. É evidente que o objetivo é ser claro justamente sobre o que você está fazendo.

8. Seja autocrítico. Antes de escrever e enquanto escreve o seu trabalho, antecipe objeções. Se você estiver criticando Barth, imagine Barth olhando por sobre o seu ombro, lendo o seu manuscrito, apresentando as suas reações. Esse ponto é crucial. Uma atitude verdadeiramente autocrítica pode livrar você da falta de clareza e de argumentos fracos. Também o livrará da arrogância e de um dogmatismo injustificável – defeito comum a toda teologia (liberal bem como conservadora). Não hesite em dizer “provavelmente”, ou até mesmo “não sei”, quando as circunstâncias o exigirem. A autocrítica também o tornará mais profundo. Sim, pois, frequentemente – talvez usualmente – são as objeções que nos forçam a repensar as nossas posições, a ir além das nossas ideias superficiais, a labutar com questões teológicas realmente profundas. Quando você antecipar objeções às suas réplicas a objeções às suas réplicas, e assim por diante, se verá arrastado irresistivelmente para a esfera das “questões difíceis”, para a esfera das profundezas teológicas.

Na autocrítica o uso da imaginação teológica é tremendamente importante. Faça constantemente perguntas como estas: (a) Posso tomar a ideia da minha fonte num sentido mais favorável? Num sentido menos favorável? (b) A minua ideia provê o único escape da dificuldade, ou há outros meios de escape? (c) Ao tentar escapar de um extremo ruim, corro o perigo de cair num mal diferente no outro lado? (d) Posso pensar nalguns exemplos contrários às minhas generalizações? (e) Devo esclarecer os meus conceitos, para evitar que sejam mal compreendidos? (f) Minhas conclusões vão ser controvertidas, e por isso exigem mais argumentos do que os que eu planejei?

9. Resolva quem serão os seus ouvintes. Crianças de certa idade? Descrentes? Cristãos novos na fé? Com bom nível educacional? Sem instrução? Treinados teologicamente? Eruditos profissionais? Americanos? De outras nações? Os ouvintes escolhidos terão grande efeito sobre o formato e o estilo da apresentação.

10. Tome sua decisão sobre o formato e o estilo. Aqui também a flexibilidade é importante. Considere diversas possibilidades: (a) ensaio de pesquisa acadêmica, (b) sermão, (c) forma de diálogo (forma valiosa por muitas razões, não sendo a menor delas que o diálogo estimula você a ser mais autocrítico), (d) peça teatral, (e) poesia, (f) fantasia, (g) alegoria), (h) meios mistos, (i) artigo popular. Existem muitas outras formas.

11. Produza a sua formulação – no papel ou no meio que preferir. Fazer um esboço antes é útil, mas geralmente me vejo alterando o esboço quando noto para onde o texto vai indo mais naturalmente. É mais útil reescrever a formulação. Um processador de palavras pode ser imensamente útil nesse ponto. Se você tem problemas com a estruturação de sentenças, com a organização de parágrafos, etc., muitas vezes é útil ler seu trabalho em voz alta, preferivelmente para outra pessoa.

A força de impacto não deve estar num sumário da sua pesquisa (isso seria um ensaio “expositivo”), mas em sua própria resposta criativa à sua pesquisa. Não gaste dez páginas para a exposição e só uma para a avaliação ou para a análise. Só inclua exposição suficiente para explicar e justificar as suas conclusões.

O trabalho todo deve ser fundamentado na oração. Temos visto a importância da ação soberana de Deus para o êxito da teologia e da apologética. Quem mais pode produzir conhecimento de Deus senão o próprio Deus?

FONTE: John M. Frame. A Doutrina do Conhecimento de Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 2010. pp. 387-390.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

AVALIANDO ESCRITOS TEOLÓGICOS

John Frame
Por John Frame


Nos apêndices E, F e G pretendo reafirmar alguns dos princípios do livro que são particularmente relevantes para os “jovens teólogos”, seminaristas, que estão escrevendo os seus primeiros ensaios teológicos. Espero que eles também sejam úteis para alguns mais idosos! Embora muitos desses pontos tenham sido expostos no livro, espero colocá-los aqui numa forma talvez mais conveniente: listas de aferição pelas quais os estudantes podem comparar os seus escritos teológicos com os de outros.

A primeira lista de aferição é uma relação de maneiras pelas quais os artigos, as preleções e os livros podem ser avaliados.

1. Base Escriturística. As ideias são ensinos da Escritura? São ao menos coerentes com a Escritura? Naturalmente, esse é o principal critério.

2. Veracidade. Mesmo que uma ideia não se ache na Escritura, pode ser verdadeira – por exemplo, uma teoria a respeito da influência de Bultmann sobre Pannenberg.

3. Força lógica. A causa do autor é defendida adequadamente? Suas premissas são verdadeiras, seus argumentos são válidos?

4. Edificação (Ef 4.29). É espiritualmente proveitoso? Nocivo? É difícil dizer?

5. Vida cristã fiel. O texto exibe o fruto do Espírito, ou é blasfemo, indiscreto, descortês, etc.?

6. Importância. A ideia é importante? Trivial? Alguma coisa entre essas duas? Importante para alguns, mas não para outros?

7. Clareza. Os termos-chave são bem definidos, ao menos implicitamente? A estrutura formal é inteligível, bem pensada? As posições do autor são claras? Ele formula bem os pontos sobre os quais fala e distingue uns dos outros?

8. Profundidade. O texto lida com questões difíceis, ou só com questões fáceis? (Robert Dick Wilson, o grande especialista em Antigo Testamento, usava como lema: “Não fujo das questões difíceis” – um bom lema para ficar na memória dos teólogos). Vai ao âmago do assunto? Anota distinções e nuances sutis que outros escritores omitem? O texto demonstra discernimento extraordinário de alguma espécie?

9. Forma e estilo. São próprios para o assunto em foco? Mostram criatividade?

O ponto mais importante dessa lista é o primeiro, naturalmente. No ensino que ministro no seminário, me inclino a graduar os trabalhos dos alunos mais pela clareza, 7, pela força lógica, 3, e pela profundidade, 8, em razão da dificuldade de aplicar testes doutrinários e práticos num cenário acadêmico.

Os seguintes critérios não são sólidos, pelas razões discutidas no livro. Não faça uso destes na avaliação de obras teológicas.

10. Ênfase. Ver o Capítulo 6, A. Nessa espécie de crítica um teólogo ataca outro por ter uma “ênfase” imprópria. Mas isso que se chama ênfase normativa singular é coisa que não existe. Uma ênfase só se torna um problema quando leva a outros tipos de problema, os mencionados nos itens 1 a 9.

11. Comparabilidade. Ver o Capítulo 8, 1, (3)-(5). Aqui uma obra é criticada porque é parecida com outra obra considerada pobre. Contudo, essa semelhança nunca é base suficiente para crítica. Os pontos fortes e os pontos fracos devem ser avaliados individualmente.

12. Terminologia. Ver o Capítulo 6, C, (1) e o Capítulo 7, C e D (especialmente D, (5)). Criticar a terminologia de uma obra – suas metáforas, seus temas dominantes e suas definições – nunca é válido, a menos que a terminologia cause algum ou alguns dos problemas listados nos critérios 1 a 9. A terminologia propriamente dita nunca é o problema. Esse tipo de crítica cai sob a nossa condenação da crítica no “nível das palavras”, antes que no “nível das sentenças”.

FONTE: John M. Frame. A Doutrina do Conhecimento de Deus. São Paulo: Cultura Cristã, 2010. pp. 385-386.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

OS SETE HÁBITOS DE UM NAMORO ALTAMENTE DEFEITUOSO - PARTE 7

Joshua Harris e Shannon.
Por Joshua Harris


7. O namoro cria um ambiente artificial para avaliar o caráter de outra pessoa.
Apesar de muitos relacionamentos não serem direcionados para o casamento, alguns - especialmente entre estudantes de faculdade mais velhos - têm o casamento como sua motiva­ção. As pessoas que querem sinceramente descobrir se deter­minada pessoa é uma boa opção para o casamento precisam entender que o namoro típico, na verdade, atrapalha este pro­cesso. O namoro cria um envolvimento artificial para duas pessoas interagirem. Consequentemente, cada pessoa pode facil­mente apresentar uma imagem igualmente artificial.

Na entrada da garagem de casa temos uma cesta de bas­quete que permite o ajuste em diferentes alturas. Quando regu­lo a cesta quase um metro abaixo do padrão, eu pareço ser um excelente jogador de basquete. Enterrar não é nenhum proble­ma. Eu deslizo pelo chão e faço a cesta todas as vezes. Mas a minha “habilidade” existe apenas porque eu rebaixei os padrões - eu não estou jogando no ambiente real. Me coloque em uma quadra com o aro a três metros do chão, e eu volto a ser um “homem branco que não sabe enterrar.” [1]

De modo semelhante, o namoro cria um ambiente arti­ficial que não exige que a pessoa apresente as suas característi­cas positivas e negativas. Em um namoro, a pessoa pode entrar no coração do parceiro usando atitudes cheias de charme. Ele dirige um carro legal e paga todas as despesas; ela é linda. Mas e daí? Ser um cara divertido em um passeio não diz nada sobre o seu caráter ou a sua habilidade em ser um bom marido ou esposa.

O namoro é algo divertido, em parte porque nos dá uma folga da realidade. Por esta razão, quando estiver casado eu planejo ter o hábito de namorar com a minha esposa. No ca­samento, você precisa tirar uma folga da tensão do trabalho e das crianças; você precisa “dar uma rugida” de vez em quan­do. Mas duas pessoas que estão avaliando a possibilidade de se casarem precisam ter certeza que elas interagem não apenas em situações divertidas e românticas do namoro, A sua prio­ridade não deve ser fugir da vida real; eles precisam de uma boa dose de realidade objetiva! É necessário ver o outro nas situações reais da vida com familiares e amigos. Eles preci­sam ver o outro servindo e trabalhando. Como ele interage com as pessoas que o conhecem melhor? Como ele reage quan­do as coisas não saem como planejado? Ao considerar um parceiro em potencial, precisamos encontrar respostas a estas questões - questões que o namoro não irá responder.


[1] n.t. - Título de um filme sobre jogadores de basquete de rua.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

OS SETE HÁBITOS DE UM NAMORO ALTAMENTE DEFEITUOSO - PARTE 6

Joshua Harris
Por Joshua Harris


6. O namoro pode causar desgosto com o dom de permanecer solteiro dado por Deus
No aniversário de três anos do meu irmão, ele ganhou uma linda bicicleta azul. A miniatura de bicicleta era novíssima, completa com rodinhas auxiliares, equipamentos de proteção e adesivos. Pensei que ele não poderia desejar uma bicicleta melhor, e mal podia esperar para ver a sua reação.

Mas para o meu desgosto, meu irmão não parecia im­pressionado com o presente. Quando meu pai tirou a bicicleta da caixa de papelão, meu irmão a observou por um momento, sorriu, e então começou a brincar com a caixa. Demorou al­guns dias para que eu e a minha família o convencesse de que a bicicleta era o presente de verdade.

Não consigo evitar de achar que Deus vê a nossa paixão por relacionamentos de curta duração da mesma forma que eu enxergava o amor do meu irmão por uma caixa que não valia nada. Uma sucessão de namoros sem compromisso não é o pre­sente! Deus nos dá o “estar solteiro” - uma época de nossa vida incomparável em termos de oportunidades infinitas de cresci­mento, aprendizado e serviço - e nós vemos isso como uma chance de nos atolarmos ao tentar achar e manter um namorado ou namorada. Mas nós não encontramos a verdadeira beleza de estar solteiro na busca de romance com a maior variedade de pessoas que quisermos. Nós encontramos a verdadeira beleza em usar a nossa liberdade para servir a Deus com total entrega.

O namoro causa insatisfação pois encoraja o uso indevido desta liberdade. Deus colocou um desejo pelo casamento na maioria dos homens e mulheres. Apesar de não estarmos pecando quando ansiamos pelo casamento, podemos ser culpados de mau uso do privilégio de sermos solteiros. É quando permitimos que um desejo por algo que Deus obvia­mente ainda não nos deu, roube a nossa habilidade de aproveitar e apreciar o que ele nos deu. O namoro contribui ao reforçar esta insatisfação pois dá a duas pessoas solteiras a intimidade suficiente para fazê-los desejarem mais. Ao invés de aproveitarem as qualidades únicas de estar solteiro, o namoro faz com que as pessoas concentrem naquilo que ainda não possuem.

FONTE: Joshua Harris. Eu Disse Adeus ao Namoro: uma nova atitude em relação ao romance. São Paulo: Atos, 2003. pp. 39-40.
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