quinta-feira, 22 de novembro de 2012

OS SETE HÁBITOS DE UM NAMORO ALTAMENTE DEFEITUOSO - 3ª PARTE

Joshua, sua esposa, Shannon, e seus três filhos:
Joshua Quinn, Emma Grace e  Mary Kate.
Por Joshua Harris


3. O namoro geralmente confunde relacionamento físico com amor.
Dave e Heidi não tinham planejado se envolverem fisi­camente na primeira vez que saíram juntos. De verdade. Dave não fica “só pensando nisso” e a Heidi não é “aquele tipo de garota”. Aconteceu. Eles foram a um show juntos e depois as­sistiram a um filme de vídeo na casa da Heidi. Durante o filme, Heidi fez uma gozação a respeito da tentativa dele de dançar durante o show. Ele começou a fazer cócegas nela. A luta de brincadeirinha de repente parou quando eles se viram encaran­do um ao outro nos olhos, com Dave inclinado sobre ela no chão da sala de estar. Eles se beijaram. Parecia algo de cinema. Parecia tão correto!

Pode ter parecido certo, mas a introdução precoce de uma afeição física no relacionamento acrescentou confusão. Dave e Heidi não se conheciam de verdade, mas de repente se sentiam próximos. À medida que o relacionamento progre­dia, eles achavam difícil manter a objetividade. Quando ten­tavam avaliar as qualidades do relacionamento, eles imediata­mente visualizavam a intimidade e a paixão do seu relaciona­mento físico. “É tão óbvio que nós nos amamos” pensou Heidi. Mas será que era verdade? Só porque lábios se encontraram não quer dizer que corações se uniram. E só porque dois cor­pos são atraídos um ao outro não quer dizer que as duas pes­soas foram feitas uma para a outra. O relacionamento físico não é igual a amor.

Quando consideramos que a nossa cultura como um todo entende as palavras “amor” e “sexo” como sinônimas, não de­veríamos ficar surpresos que muitos relacionamentos confun­dem atração física e intimidade sexual com verdadeiro amor. Lamentavelmente, muitos namoros cristãos refletem esta falsa noção.

Quando examinamos o progresso da maioria dos rela­cionamentos, nós podemos ver claramente como o namoro promove esta substituição. Primeiro, como já ressaltamos antes, o namoro nem sempre leva a compromissos duradou­ros por toda a vida. Por esta razão, muitos namoros come­çam com a atração física; a atitude que está por trás disso é que os valores mais importantes vem da aparência física e da maneira como o parceiro se comporta. Mesmo antes que um seja dado, o aspecto físico e sensual do relacionamento assumiu a prioridade.

Em seguida, o relacionamento normalmente caminha a passos largos na direção da intimidade. Pelo fato do namoro não requerer compromisso, as duas pessoas envolvidas permitem que as necessidades e paixões do momento ocupem o cen­tro de palco. O casal não olha um para o outro como possíveis parceiros para toda a vida e nem avaliam as responsabilidades do casamento. Ao invés disso, eles concentram nas exi­gências do momento. E com esta disposição mental, o relaci­onamento físico do casal pode facilmente se tornar o foco.

E se um rapaz e uma garota pulam o estágio da amizade no relacionamento, a lascívia frequentemente se torna o interes­se comum que atrai o casal. Como resultado, eles avaliam a seri­edade do seu relacionamento pelo nível de envolvimento físico. Duas pessoas que namoram querem sentir que são especiais uma para a outra e elas podem expressar isso concretamente através da intimidade física. Elas começam a distinguir o seu “relacio­namento especial” ao se darem as mãos, beijarem-se e o restante que se segue. Por esta razão, a maioria das pessoas acredita que sair com alguém implica em envolvimento físico.

Concentrar no físico é claramente pecaminoso. Deus exige pureza sexual. E Ele faz isso para o nosso próprio bem. Envolvi­mento físico pode distorcer a perspectiva de cada um dos namora­dos e levá-los a decisões erradas. Deus também sabe que levare­mos as memórias de nosso envolvimento físico do passado para o casamento. Ele não quer que vivamos com culpa nem remorso.

O envolvimento físico pode fazer com que duas pessoas se sintam próximas. Mas se muitas pessoas que estão namo­rando examinassem o foco do seu relacionamento, eles prova­velmente descobririam que a lascívia é o que têm em comum.

FONTE: Joshua Harris. Eu Disse Adeus ao Namoro: uma nova atitude em relação ao romance. São Paulo: Atos, 2003. pp. 33-35.

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