terça-feira, 4 de setembro de 2012

UM SOLILÓQUIO SOBRE O PASTOR COMO PACIFICADOR

Apascentar as ovelhas do Senhor exige do pastor o compromisso de zelar pela paz do rebanho. Isso significa que o pastor deve ser um pacificador. Um pastor que teme ao Senhor não dividirá o rebanho nem permitirá que suas ovelhas firam umas às outras. Expondo o Salmo 23, o Pr. Joel Beeke afirma que, para que as ovelhas possam repousar é necessário que o pastor "livre o rebanho das desavenças e antagonismos dentro do próprio rebanho. Ovelhas não conseguem descansar quando existe tensão, rivalidade e cruel competição dentro do próprio rebanho" (Jehovah Shepherding His Sheep. p. 80).

Isto posto, fica evidente que o verdadeiro pastor preferirá sofrer o dano, sofrer a injustiça a ver o seu rebanho se digladiando, trocando farpas em redes sociais. Jamais passará pela cabeça do pastor ser ele o motivo e o iniciador de discórdia no meio de uma igreja local.

O pastor entende que o rebanho não lhe pertence, mas ao Senhor, que, segundo a sua vontade estabelece pastores e remove pastores. Ele compreende que o único tesouro de uma igreja local é o evangelho, enquanto ele, pastor, é apenas um vaso de barro. O pastor, desejando, acima de tudo, o bem-estar do rebanho que lhe foi confiado durante certo período de tempo envidará todos os esforços para que o rebanho permaneça saudável, em harmonia e união. Ele esmurrará o próprio corpo, reduzindo-o à escravidão, para fazer com que o orgulho jamais o leve a crer que ele possui algum direito sobre as ovelhas do Senhor.

E, assim, quando o seu pastorado estiver eclipsando, ele orará ao Senhor, suplicando por um pastor fiel, que conduza as ovelhas em paz, tranquilidade e no conhecimento da Palavra de Deus.

Mas eu estou falando de ser pastor.

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