sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A VONTADE DE DEUS - PARTE 1

Texto publicado no boletim da Igreja Presbiteriana de Tucuruí-PA, em 26/01/2012.

“Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? – diz o SENHOR Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva?”.

A Teologia Reformada, amparada por sólido testemunho das Escrituras faz uma distinção, no que diz respeito à vontade de Deus. Essa distinção é quádrupla: 1) prazer; 2) propósito; 3) decretiva; e 4) prescritiva. No presente post nos deteremos na primeira: a vontade de prazer em Deus. Já no próximo trataremos da vontade de propósito.

A vontade de prazer abrange o que Deus apraz que Suas criaturas façam. Isso quer dizer que, Deus tem prazer que suas criaturas façam coisas boas: “Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva”. Quando um ser humano vive mergulhado na impiedade na prática do pecado ele está sob o desprazer do Senhor. Todavia a partir do momento em que tal pessoa reconhece sua condição e se volta do pecado para Deus, ele passa a contar com o prazer de Deus.

A Bíblia Sagrada nos apresenta um exemplo muito claro do que acabei de afirmar. Manassés foi um dos reis do reino do Sul, Judá. Ele era filho do piedoso rei Ezequias e começou a reinar bem cedo, com apenas doze anos de idade. Mas, ao contrário de seu pai, Manassés “fez o que era mau perante o SENHOR, segundo as abominações dos gentios que o SENHOR expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel”. Manassés foi um dos piores reis de Judá. Seus pecados foram horrendos: levantou altos e altares para falsos deuses; adorou o sol, a lua e as estrelas; profanou o Templo; colocou imagens no altar do Templo; sacrificou os próprios filhos aos falsos deuses; usou de adivinhações, agouros, feitiçarias; e o que é pior, fez isso de propósito. Diz a Bíblia que “fez muitíssimo mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira”. Seus pecados foram intencionais, deliberados, visando unicamente irar e enfurecer o Senhor. Foi o típico caso da criatura desafiando de forma rebelde o Criador. Além disso, ele levou muitas outras pessoas a pecarem contra o Senhor: “Manassés fez errar a Judá e os moradores de Jerusalém, de maneira que fizeram pior do que as nações que o SENHOR tinha destruído de diante dos filhos de Israel”. Sinceramente, aos olhos humanos o caso de Manassés era irreversível. Ele contava com o desprazer de Deus.

Entretanto, as circunstâncias mudaram. Judá foi castigada pelo Senhor e Manassés reconheceu a sua pecaminosidade. Após ser aprisionado pelo exército assírio ele “angustiado, suplicou deveras ao SENHOR, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais”. O sofrimento fez Manassés entender que ele não era nada diante de Deus. Ele orou de forma contrita e Deus “se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica”. Podemos ver aqui o enorme prazer que Deus tem no arrependimento dos seus filhos. Ele não deseja que seus filhos vivam na prática do pecado. Antes, Ele quer que se convertam de seus maus caminhos.

Se houve solução para Manassés, há também para o pecado de qualquer filho de Deus! Quando o assunto é a misericórdia de Deus para com seus filhos, não há pecado imperdoável!

TEXTOS BÍBLICOS UTILIZADOS: Ezequiel 18.23; 33.11; 2 Crônicas 33.2,6,9,12,13.

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