domingo, 2 de outubro de 2011

ADORAÇÃO EM ESPÍRITO E EM VERDADE - O TESTEMUNHO DE UM CORAÇÃO SATISFEITO EM DEUS

INTRODUÇÃO
* A verdadeira prioridade da igreja cristã: a adoração.

* A evangelização, mesmo com toda a sua importância, não é a maior responsabilidade da igreja. Na verdade, a evangelização é um meio para se atingir um fim. Ela é o meio designado por Deus para que pessoas sejam transformadas de filhas do diabo a filhas de Deus e adoradoras do Pai.

* A adoração é tão importante, meus irmãos, que a Sagrada Escritura nos diz que o próprio Deus se digna em procurar pessoas que o adorem (João 4.23). Se o próprio Deus se envolve nessa busca é porque a adoração não é coisa de somenos importância.

* Exemplo dessa relação: o Êxodo (4.21-23; 5.1; 7.16; 8.1,20). Lembremos que o Êxodo é uma representação da nossa libertação espiritual. Assim sendo, a proclamação do evangelho de Jesus Cristo tem o propósito de libertar pessoas que se encontram cativas, para que, libertas, possam celebrar uma festa espiritual a Deus.

* Infelizmente, a igreja evangélica tem enfrentado alguns problemas no que diz respeito à adoração. A razão dos problema enfrentados está numa mudança de mentalidade. Em nossos dias, o propósito da grande maioria das pessoas ao se dirigir para uma igreja é o de relaxar após um estafante dia de trabalho. Consequentemente, as igrejas são procuradas para que agradem as pessoas que, de adoradoras passaram a consumidoras. A crise é tamanha, que um pastor canadense chamado A. W. Tozer chegou a afirmar que a adoração "é a jóia perdida das igrejas evangélicas".

* Então, dada a importância que a adoração possui, nada mais urgente que observarmos nas Sagradas Escrituras o que o Senhor Jesus Cristo tem a nos ensinar a este respeito.

DEFININDO ADORAÇÃO
* Adoração é "a atividade da nova vida de um crente na qual, reconhecendo a plenitude da Divindade como revelada na pessoa de Jesus Cristo e seus poderosos atos redentores, busca pelo poder do Espírito Santo prestar ao Deus vivo a glória, honra e submissão que lhe é devida" (Robert Rayburn).

* Adoração é atribuir dignidade a Deus: Apocalipse 5.12.

* Na adoração, "o homem toma o seu devido lugar, com sua face no pó e Deus é reconhecido por aquilo que Ele é: o Criador, Preservador e Soberano Redentor de seu eleito" (Paul Mizzi).

* Na adoração, o homem testemunha diante de Deus que o Senhor é a sua alegria, o motivo da sua canção.

* Nossos pais na fé diziam que a adoração realizada no domingo, no dia do Senhor, era uma espécie de feira da alma, onde a alma faminta e desejosa de Deus encontrava o seu suprimento. As pessoas se dirigiam à igreja por entenderem que ali elas teriam um encontro marcante e poderoso com o Deus que as libertara espiritualmente, e, nesse encontro, suas almas ficariam completamente extasiadas ante a beleza, a glória e a majestade do Senhor. Suas almas sairiam dali fartas, prontas para enfrentarem os desafios da semana e glorificarem a Deus. Em nossos dias esta percepção tem estado ausente. Não há mais a noção de que aquele momento é um encontro íntimo entre o Deus Criador e Redentor com a alma salva pela graça. E isso tem acarretado graves consequências para a vida das pessoas: frieza, indiferença, improdutividade, fraco testemunho e etc.

* Por aquilo que a adoração é em si mesma, e devido aos problemas que hoje enfrentamos nessa área, cabe-nos olharmos para o ensinamento de Jesus Cristo a respeito da verdadeira adoração.

O ENSINO DE JESUS SOBRE A ADORAÇÃO
* O ensino de Jesus a respeito da adoração se deu no contexto de um encontro com uma mulher cuja vida era marcada pela imoralidade, pelo pecado sexual. Tratava-se de uma mulher que já havia tido cinco maridos e vivia com um sexto que não era seu marido (v. 18). E, interessantemente, é a denúncia feita por Jesus do pecado daquela mulher que redireciona a discussão para a adoração. O que nós podemos aprender aqui, em primeiro lugar, é que, "tem a ver com vida real. Ela não é um intervalo mítico em uma semana de realidade. Adoração tem a ver com adultério, com fome e com conflito racial" (John Piper. Desiring God. Multnomah Publishers, 2003. p. 77).

* Logo depois de ter o seu pecado apontado por Jesus, a mulher samaritana muda de assunto, focando a adoração. Acontece que, ela quer discutir o "onde" da adoração, ou seja, qual o lugar correto para se adorar a Deus (v. 20). ABORDAR A CONTROVÉRSIA EXISTENTE ENTRE OS JUDEUS E OS SAMARITANOS APÓS A DIVISÃO DO REINO.

* A resposta de Jesus é impressionante (v. 21). Ele está dizendo àquela mulher e a nós também que, "é possível adorar a Deus em vão em ambos os lugares: no seu e no nosso" (John Piper. op. cit. p. 81). Verificar a passagem de Isaías 29.13. Isso nos mostra que o lugar onde a adoração é prestada não possui mais nenhuma importância. No culto do Antigo Testamento o lugar era importante. Não podia ser qualquer lugar. De acordo com Deuteronômio 12.1-14. Entretanto, com a vinda de Jesus, que era em si mesmo o cumprimento de todos os símbolos do culto do Antigo Testamento, o lugar deixa de ter importância: "Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai". Então, não existe mais um lugar específico. Não existe uma terra mais santa do que as outras. Hoje, com a vinda de Jesus, terra santa é aquela onde a igreja, o povo de Deus se reúne para adorar o Pai, na mediação de Jesus Cristo e no poder do Espírito Santo.

* Depois disso, no versículo 22, Jesus mostra à mulher samaritana que o que importa na adoração, antes de qualquer coisa, é o Quem, Aquele a quem adoramos. Jesus estava dizendo àquela mulher que eles, os samaritanos, possuíam um culto deficiente porque tinham um conhecimento deficiente de Deus. Eles adoravam a Deus sem conhecê-lo! ABORDAR A REJEIÇÃO SAMARITANA DO ANTIGO TESTAMENTO, COM EXCEÇÃO DOS CINCO PRIMEIROS LIVROS. O conhecimento de Deus que eles possuíam era deficiente. Portanto, Jesus diz à mulher que o culto samaritano era deficiente!

* Irmãos, "adoração deve ser vital e real no coração, e adoração deve descansar em uma verdadeira percepção de Deus" (John Piper. op. cit. p. 81).

* E isso nos leva ao segundo assunto essencial abordado por Jesus? Após falar sobre o Quem, sobre a necessidade de se conhecer ao Deus que é adorado, Jesus passa a falar sobre o Como, o modo correto de se adorar a Deus.

* Ele afirma no versículo 23: "Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores". Percebam, queridos irmãos, Jesus fala de "verdadeiros adoradores". Se existem verdadeiros adoradores, isso significa que também existem falsos adoradores. Mas, o que diferencia um verdadeiro adorador de um falso adorador?

* O que diferencia um falso e um verdadeiro adorador é o modo como ambos apresentam seu culto ao Senhor. No versículo 24, Jesus nos apresenta o modo correto de adorar o verdadeiro Deus: "Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade". É necessário que a adoração seja carregada desses dois elementos: espírito e verdade.

* O que é adorar a Deus em espírito? Adorar a Deus em espírito é o oposto de adorar de maneira meramente externa. É o oposto de formalismo vazio. A verdadeira adoração "emerge do coração em temor a Deus e numa fé genuína pela obra do Espírito" (Thomas Miersma. Sobre o Ensino Referente à Adoração. p. 1). Quando deixamos de adorar a Deus em espírito? Quando nos dirigimos à igreja, tomamos o nosso lugar nos bancos, e permanecemos indiferentes diante da beleza refulgente de Deus. Você deixa de adorar a Deus de forma espiritual quando cultua apenas por obrigação, quando canta apenas por cantar, quando ora sem nenhum desejo de que o Senhor se agrade da tua oração e estenda a sua poderosa mão sobre você; quando o culto é um fardo e você não vê a hora de acabar para que possa fazer aquilo que realmente te dá prazer. Você também deixa de adorar a Deus em espírito quando o teu deleite não está no Senhor, mas nos atos de culto, como por exemplo, quando você canta porque se deleita naquela determinada música. Adorar a Deus em espírito é se deleitar nEle. É cantar porque você o ama e o desejo acima de tudo. É confessar como o salmista Asafe: "Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre" (Salmo 73.25-26).

* E o que seria adorar a Deus em verdade? Nesse ponto, precisamos compreender em que sentido o apóstolo João e Jesus usam a palavra "verdade". Em João 17.17 está escrito: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade". Adorar a Deus em verdade, queridos irmãos, é cultuá-lo de acordo com a sua Palavra, de acordo com a sua vontade revelada. Vejamos algo interessante dito por Jesus: "E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens" (Marcos 7.7). Percebam, queridos irmãos, de acordo com Jesus, adorar a Deus em vão é adorá-lo de acordo com preceitos e regras criados pelo ser humano. Sendo assim, a adoração verdadeira, aquela que não é prestada em vão, é aquela oferecida a Deus segundo os preceitos e as regras de Deus. Isso significa dizer, queridos, que tudo aquilo que fazemos precisa estar de acordo com a vontade soberana de Deus revelada na Bíblia Sagrada, a nossa única regra de fé e prática. Nossas orações devem ser bíblicas, moldadas pelo conhecimento que possuímos de Deus através da Palavra. Nossos cânticos precisam ser baseados na Escritura e não em nossos sentimentos que muitas vezes são enganosos: "Os teus decretos são motivo dos meus cânticos, na casa da minha peregrinação" (Salmo 119.54). Outra versão diz: "Os teus estatutos têm sido os meus cânticos no lugar das minhas peregrinações" (ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA).

* Irmãos, devemos encher nossas mentes e nossos corações do conhecimento da Palavra. Certamente, isso melhorará o nosso culto a Deus. Quanto mais conhecemos a Palavra, mais conhecemos a Deus. E quanto mais conhecemos a Deus, mais basearemos a nossa adoração naquilo que sabemos a respeito de Deus (Hebreus 10.19-22; 12.28-29). A última passagem é particularmente interessante, pois ela mostra que o conhecimento que o autor tinha dos atributos de Deus determinava a maneira como ele se aproximava de Deus em adoração. Porque Deus é fogo consumidor, ou seja, porque Deus é santo, justo e terrível em seu juízo, devemos nos aproximar dEle com reverência e profunda humildade. Da mesma forma, queridos, o conhecimento que adquirimos dos outros atributos gloriosos de Deus influenciará positivamente a nossa adoração. Por conhecermos a misericórdia de Deus, nos aproximaremos com confiança e santa ousadia, pois sabemos que fomos sarados e perdoados por causa de Jesus Cristo. Por conhecermos o amor de Deus, o adoraremos embebidos do seu amor, e o desejaremos acima de todas as coisas. Por conhecermos a bondade de Deus, o cultuaremos na plena convicção de que Ele nos abençoará. Por sabermos que o Senhor é fiel, podemos orar na certeza de que Ele nos ouvirá. Percebam, então,nauseosos irmãos, como é urgente, como é imperativo que atentemos para o modo correto e aceitável de adorar o verdadeiro Deus.

CONCLUSÃO

* Como você tem adorado a Deus? A visão que você possui da adoração está em harmonia com o ensinamento de Jesus? Se a resposta é não, o convite da Palavra de Deus é para que você sinta o poder libertador e transformador da Palavra, quando ela nos dirige na adoração prestada ao nosso Pai celestial.


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