quarta-feira, 20 de abril de 2011

ROB BELL: “EVANGÉLICO E ORTODOXO ATÉ O OSSO”? DIFICILMENTE!

John MacArthur, Jr.

Rob Bell é uma reminiscência do jovem rico em Marcos 10.17-27. Ele tem uma visão distorcida da bondade. Ele fala como se o seu próprio padrão de bondade fosse a norma, e Bell chega mesmo a sugerir que Deus não é bom se Ele manda pessoas para o inferno.

A resposta de Jesus ao jovem inquiridor (Ninguém é bom senão um, que é Deus”, v. 18) diz que o próprio Deus é o único padrão da verdadeira bondade, e não qualquer outra criatura – certamente, não uma criatura caída.

O jovem rico não foi salvo, nem pode qualquer outra pessoa que imagina que suas preferências pessoas determinam o que é verdadeiramente bom. Esse tipo de arrogância reflete um egoísmo condenável.

Em seus livros, sermões e vídeos, Rob Bell tem promovido consistentemente visões que são antitéticas ao cristianismo bíblico e hostis aos princípios evangélicos históricos.

Por exemplo, embora alegue “afirmar a fé cristã histórica, que inclui o nascimento virginal, a Trindade e a inspiração da Bíblia” (Velvet Elvis, p. 26), Bell está claramente mais interessado em colocar em dúvida as verdades fundamentais do cristianismo bíblico, do que em defendê-las.

Considere o que Bell diz mais nessa mesma página de Velvet Elvis:

E, se amanhã, alguém desenterrar uma prova definitiva de que Jesus teve um pai real, terreno e biológico chamado Larry, e os arqueólogos encontrarem o túmulo de Larry e colherem amostras de DNA e provarem, sem sombra de dúvidas, que o nascimento virginal foi realmente apenas um pouco de mitologização dos escritores dos Evangelhos para apelar aos seguidores dos cultos religiosos de Mitra e Dionísio, que eram muito populares na época de Jesus, cujos deuses tiveram nascimentos virginais?
Mas e se, ao estudar a origem da palavra “virgem” você d
escobrir que a palavra “virgem” no Evangelho de Mateus, na verdade vem do livro de Isaías, e então você descobrir que, na língua hebraica da época, a palavra “virgem” podia significar várias coisas. E se você descobrir que no primeiro século ser “nascido de uma virgem” também se referia a um filho cuja mãe engravidasse pela primeira vez tendo um intercurso?

Bell compara a fé cristã a um grande trampolim, com suas doutrinas cardeais (verdades evangélicas historicamente consideradas como essenciais), funcionando como as molas que suportam a plataforma do salto. As molas individuais não são absolutamente essenciais, diz Bell – incluindo o nascimento virginal:

E se essa mola [o nascimento virginal] fosse seriamente questionada? Será que uma pessoa continuaria saltando? Poderia uma pessoa ainda amar a Deus? Poderia ainda ser cristã? O caminho de Jesus continuaria como o melhor para se viver? Ou tudo caria no chão?... Se toda a fé cai quando reexaminamos e repensamos uma mola, então ela não era tão forte em primeiro lugar, não é? (pp. 26-27).

Assim, por um lado, em uma única sentença, ele professa afirmar o nascimento virginal. Por outro lado (e na mesma página), ele gasta vários parágrafos induzindo a veracidade e importância dessa doutrina em questão.

Esse é o modus operandi de Bell. Ele rotula a si mesmo como evangélico enquanto, simultaneamente, mina os princípios fundamentais da convicção evangélica.

À luz disso, Love Wins não deveria ter sido uma surpresa para ninguém. O livro é consistente com várias coisas que Bell vem ensinando há algum tempo. Por exemplo:

• Frequentemente ele tem defendido uma compreensão distorcida do inferno – a que o inferno não é um lugar literal onde as almas más são punidas, mas sim um estado autoinduzido da mente relacionado principalmente a esta vida.

Rob Bell, Ooze Interview (Julho de 2007): "Não sei por que, como cristão, você teria de dar tais declarações. [Por que] haveria de querer que exista um inferno literal? Sou um tanto cético quanto a quem defende tão apaixonadamente o inferno literal, por que estaria você desse lado? É como se você escolhesse as causas, como se dizendo que é literalmente assim passasse o risco na areia, tenho de saber que as pessoas vão queimar para sempre, essa é uma das coisas nas quais finca o pé. Eu não entendo isso."

Rob Bell, Sex God, pp. 21-22: “Para a mentalidade judaica, céu não é um qualquer local geográfico fixo, imutável diferente deste mundo. Céu é o domínio onde as coisas são como Deus quer que elas sejam... Agora, se há um domínio onde as coisas são como Deus quer que sejam, então, deve existir um domínio onde as coisas não são como Deus deseja. Quando as coisas não estão de acordo com a vontade de Deus. Onde as pessoas não são tratadas como completamente humanas. Isso é chamado de inferno”.

• Seu entendimento do céu é ainda mais bizarro.

Rob Bell, Sex God, p. 168: “Se o sexo é sobre conexão, o que acontece quando todo mundo está conectado com todo mundo?... O sexo é, em sua maior, mais pura, alegre e honesta expressão um vislumbre da eternidade? São esses breves momentos de abandono e união e êxtase apenas um par de segundos ou minutos de como as coisas serão para sempre? O sexo é uma imagem do céu? Em 2 Coríntios 12 (sic), Paulo disse ter tido uma visão do céu, e a frase que ele usou para descrevê-la em grego é traduzida com “palavras inefáveis”. Ele escreveu que viu coisas que “não é lícito ao homem referir”. Talvez seja por isso que as Escrituras são ambivalentes sobre se uma pessoa é casada. Sobre se uma pessoa está tendo sexo. Talvez Jesus sabia o que estava chegando e sabia que o que experimentamos aqui não pode ser comparado com o que espera a todos. Você pode esperar por isso? Porque esse é o centro da mensagem de Jesus. Um convite”.

• Bell também tem promovido, regularmente, uma forma de universalismo. Por exemplo:

Rob Bell, Velvet Elvis, p. 137: “Portanto, essa realidade, esse perdão, essa reconciliação, é verdade para todos... O céu está cheio de pessoas perdoadas. O inferno está cheio de pessoas perdoadas. O céu está cheio de pessoas que Deus ama e por quem Jesus morreu. O inferno está cheio de pessoas perdoadas que Deus ama, por quem Jesus morreu. A diferença é como nós escolhemos viver, em qual história escolhemos viver, em qual versão da realidade confiamos. A nossa ou a de Deus”.

Rob Bell e Don Golden, Jesus Wants to Save Christians, p. 147: “Jesus é o representante de toda a família humana. Seu sangue cobre toda a porta criada. Jesus está salvando tudo e todas as pessoas”.

Rob Bell, Ooze Interview (Julho de 2007): [Em resposta à pergunta “Você acredita num inferno literal, que é definido simplesmente como separação eterna de Deus?”] “Bem, há pessoas agora que estão seriamente separadas de Deus. Então, eu assumiria que Deus vai deixar espaço para que as pessoas digam “Não, eu não quero fazer parte disso”. Minha pergunta seria: A graça vence ou o coração humano é mais forte do que o amor ou a graça de Deus? quem ganha, a escuridão, o pecado e a dureza de coração ou o amor e a graça de Deus?”

Rob Bell, Velvet Elvis, p. 18: “Deus é maior que qualquer religião. Deus é maior que qualquer cosmovisão. Deus é maior que a fé cristã”.

Então, por que deveríamos nos surpreender, quando ele promove Love Wins com as seguintes palavras?

Rob Bell, Love Wins Promo Video: “E, então, há a pergunta por trás das perguntas, a verdadeira pergunta: Como é Deus? Porque milhões e milhões de pessoas foram ensinadas que a principal mensagem – o centro do Evangelho de Jesus – é que Deus vai mandá-lo para o inferno, a menos que você creia em Jesus. E assim, começa, sutilmente, uma espécie de apanhado e ensinamento que Jesus o salva de Deus. Mas que tipo de Deus é esse; que necessitaríamos ser resgatados desse Deus? Como Deus poderia ser bom; como Deus poderia ser confiável? E como isso poderia ser boas novas?”

Ou, deveríamos ficar chocados, quando ele sugere a possibilidade de salvação após a morte?

Rob Bell, Love Wins, p. 107: [Existirão] “infinitas oportunidades em uma quantidade infinita de tempo, para que as pessoas digam sim a Deus. No coração dessa perspectiva está a crença de que, dado tempo suficiente, todos se voltarão para Deus e encontrarão alegria e paz na presença de Deus. O amor de Deus derreterá todo coração duro, e mesmo os “pecadores mais depravados” acabarão por desistir de sua resistência e se voltarão para Deus”.

Em nosso próximo post desta série, veremos mais exemplos do ceticismo, heterodoxia e ensino torcido de Bell, e eu penso que você verá ainda mais claramente porque é espiritualmente perigoso questionar o ensinamento da Bíblia a respeito do inferno. Quando uma pessoa começa a questionar a justiça de Deus na punição dos ímpios, praticamente qualquer ponto da verdade do evangelho é, subitamente, posto em risco.

E o ensino de Rob Bell fornece a prova viva disso.



FONTE: http://www.gty.org/Blog/B110414

TRADUÇÃO LIVRE: Rev. Alan Rennê Alexandrino Lima

Um comentário:

Em defesa da graça disse...

Excelente postagem! Parabéns Rev. Alan por nos presentear com esta tradução. Certa vez o Pr. Franklin Ferreira indagou: "Pode alguém negar qualquer ponto do credo apostólico e continuar sendo aceito como um cristão? O credo é uma das confissões mais básicas da cristandade e Bell nega-o em vários pontos.

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