terça-feira, 26 de abril de 2011

RAZÕES PELAS QUAIS NÃO GUARDAMOS O SÉTIMO DIA DA SEMANA

Estudo ministrado para a União de Mocidade Presbiteriana, da Igreja Presbiteriana Filadélfia, em Marabá-PA

“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo” (Colossenses 2.16-17).

· INTRODUÇÃO

Meus amados e queridos irmãos, a questão que gira em torno do sábado, definitivamente, não é tão pacífica quanto imaginamos que deveria ser. Infelizmente, tem havido muita discussão e muita confusão a este respeito no seio da igreja evangélica. Existe um grupo de pessoas chamado de Adventistas do Sétimo Dia, por exemplo, que fazem um verdadeiro “cavalo de batalha” por causa do sábado. Anos atrás chegou às minhas mãos uma publicação adventista, que afirmava de maneira ousada e veemente, que o número da besta era o domingo, e que todos aqueles que guardavam o domingo estavam adorando a besta de Apocalipse.

Com frequência muitos irmãos são abordados por sabatistas e questionados acerca do porquê de observarem o domingo e não o sábado – o sétimo dia da semana. Infelizmente, muitos dos nossos irmãos não estão preparados para darem aos questionadores a razão da esperança que neles há (1 Pedro 3.15). Um dos argumentos mais utilizados por eles, é que não existe nenhum mandamento específico de Jesus e dos apóstolos no sentido de que, agora, a igreja deveria observar o domingo, e não o sábado. Uma publicação intitulada Enganado (Duped) afirma o seguinte: “Nenhuma referência bíblica ao primeiro dia da semana fala sobre a mudança do Sábado para o Domingo”.[1] Eles afirmam que o imperador romano foi quem inventou a guarda do domingo, e que a Igreja Católica Apostólica Romana deu continuidade a esta prática.[2] Este argumento se torna um verdadeiro problema para as pessoas que não são treinadas em teologia. De fato, queridos irmãos, a mudança do sétimo para o primeiro dia da semana não se baseia num mandamento divino direto. Até porque não é necessário nenhum mandamento divino direto em teologia para a formulação e estabelecimento de doutrinas. Uma doutrina pode ser formulada a partir da dedução da teologia bíblica, da analogia e do exemplo histórico. Este ponto, inclusive, é bem afirmado pela nossa Confissão de Fé de Westminster: “Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado pela Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela”.[3] Meus irmãos, observem que existem várias doutrinas cristãs cruciais que não são baseadas em um mandamento direto, mas em um estudo cuidadoso de toda a Bíblia e no uso correto da dedução, como por exemplo, a Trindade, a duas naturezas de Cristo, o fechamento do cânon, o batismo infantil, e etc. Então, uma doutrina que é lógica e claramente deduzida do ensinamento das Sagradas Escrituras não é menos verdadeira ou importante do que uma declaração direta da Escritura.

Outro argumento utilizado pelos adventistas é que em todo o livro de Atos dos Apóstolos nós encontramos o apóstolo Paulo entrando nas sinagogas no sétimo dia da semana (Atos 13.14; 14.1; 17.1-2; 18.4; 19.8). Eles afirmam que o próprio apóstolo Paulo deu continuidade à observância do sabbath judeu, isto é, o sétimo dia da semana. Refutar este argumento é a coisa mais fácil que existe, meus irmãos. Basta que analisemos cuidadosamente as passagens citadas. Quando fizermos isso ficará bem claro que, o único propósito de Paulo ao entrar nas sinagogas no dia de sábado era pregar o evangelho aos judeus incrédulos. “A ideia de que Paulo ia para as sinagogas judaicas aos sábados para adorar por crer num sabbath do sétimo dia é absurda. Por que Paulo adoraria com não-cristãos, com incrédulos?”[4]

Nosso primeiro passo será a consideração das alegações sabatistas, de que a observância do sétimo dia continua. Veremos se isto se coaduna com o todo do ensino bíblico. Veremos como o sétimo dia da semana deixou de ser obrigatório. Em seguida, é preciso que nos questionemos também acerca de como o domingo se tornou do dia de guarda para os cristãos. Uma coisa é dizer o porquê do sábado não ser o dia de guarda. Outra coisa completamente diferente é dizermos o porquê de o domingo ser esse dia.

· EXPOSIÇÃO DO ASSUNTO

I – O TERMO “SÁBADO”

A primeira grande confusão que os sabatistas fazem, meus irmãos, é quanto ao termo “sábado”. Eles afirmam que este termo é nada mais nada menos do que o nome exato de um dia da semana. A dinâmica do raciocínio deles é mais ou menos a seguinte: A Bíblia, de Gênesis a Apocalipse fala sobre o sábado. No Antigo Testamento o dia que deveria ser guardado pelo povo de Deus era o sábado. No Novo Testamento vemos Jesus e os seus discípulos entrando nas sinagogas no dia de sábado. Hoje, nós temos em nosso calendário um dia da semana chamado de “sábado”, então, isso quer dizer que, o dia que deve ser guardado pela cristandade em nossos dias é esse “sábado”?

O grande problema com esse raciocínio, é que ele confunde um conceito com o nome de um dia. O termo hebraico “shabbath” (tB'v;), significa literalmente, “cessar, desistir, descansar”.[5] É bem verdade que este conceito está intimamente relacionado com o sétimo dia em si, visto que o numeral “sétimo” em hebraico é y[iybiv., possui a mesma raiz de “shabbath”. Não obstante, a prova de que o termo não está preso a um dia pode ser obtida a partir do entendimento de que, em Israel, havia o que era chamado de Ano Sabático: “Disse o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrares na terra, que vos dou, então, a terra guardará um sábado ao SENHOR” (Levítico 25.1-2). Interessantemente, o “sábado” mencionado elo Senhor não é apenas um dia, mas sim o ano, como o restante da passagem nos mostra: “Seis anos semearás o teu campo, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos. Porém, no sétimo ano, haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao SENHOR; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha. O que nascer de si mesmo na tua seara não segarás e as uvas da tua vinha não podada não colherás; ano de descanso solene será para a terra” (vv. 3-5).

Percebam, irmãos, o “sábado” em questão não é apenas um dia da semana. O “sábado” de Levítico 25.1-5 é todo o período de um ano, 365 dias. Isso porque em Israel não existia apenas a contagem de semana de dias. Existia também o que era chamado de “semana de anos”, ou seja, um período de sete anos. Nesse período, o sétimo ano era chamado de “sábado” ou “ano sabático”. Durante todo o ano a terra deveria descansar. Não se poderia plantar, colher ou fazer qualquer outra coisa na terra. Ela deveria ser usada para o sustento dos estrangeiros, demais pobres e aos animais de Israel.

No verso 8, nós encontramos o período de tempo chamado de “semana de anos”: “Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos terão quarenta e nove anos”. A grande pergunta que devemos fazer aos sabatistas, aos Adventistas do Sétimo Dia, é por qual razão eles não passam o período de um ano completo sem fazer absolutamente nada? Afinal de contas, o sábado também é aplicado pelo Antigo Testamento ao período de um ano. Já que eles fazem tanta questão de se agarrarem à íntegra da letra dos textos veterotestamentários, eles deveriam ter sido coerentes e passado os anos de 1995, 2002 e 2009 sem trabalhar, sem fazer comida, sem pegar em dinheiro. Deveriam fazer a mesma coisa em 2016. A grande questão é: Por que não fazem? Porque o seu método interpretativo das Sagradas Escrituras é defeituoso.

Então, irmãos, a primeira coisa que vocês precisam compreender a fim de fazerem calar os sabatistas, é que shabbath não é, simplesmente, um nome de dia. É um conceito, que no Antigo Testamento foi identificado com o sétimo dia, mas não apenas com ele, também com o período de anos.

II – A CESSAÇÃO DO SÉTIMO DIA DA SEMANA

2.1. O argumento paulino

Precisamos ler novamente a passagem de Colossenses 2.16,17, para entendermos o ensinamento de Paulo a respeito: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”. O que nós precisamos entender aqui, é que o apóstolo Paulo não está afirmando que a necessidade de se guardar um dia de descanso não mais existe a partir do Novo Testamento. Na verdade, Paulo está nos dizendo que “não podemos observar o sábado judeu (ou judaico) do sétimo dia. Em outras palavras, Paulo anula a observância do sétimo dia, mas não o princípio envolvido na lei do sábado”.[6]

Para compreendermos o porquê disso, precisamos observar o pano de fundo da Epístola aos Colossenses. Paulo está contra-atacando uma heresia híbrida que havia misturado a doutrina judaizante da salvação pelas obras, que incluía a observância da lei cerimonial com a filosofia ascética do gnosticismo, com a adoração aos anjos e abstinência de certos alimentos e prazeres materiais e físicos.

Então, em Colossenses, o objetivo de Paulo é afirmar a soberania e a supremacia de Jesus Cristo, o Salvador e Legislador. No início do versículo 16, ele repudia toda e qualquer doutrina que proíba o consumo de certos alimentos, considerados por muitos como imundos (cf. vv. 20-23). A Bíblia ensina que o cristão pode comer e beber com moderação qualquer coisa que Deus tenha dado (Salmo 104.15; Marcos 7.19; 1 Timóteo 4.3-6; Atos 10.14-16).

No restante do versículo 16, Paulo aborda o assunto dos dias: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de [...] dia de festa, ou lua nova, ou sábados”. Irmãos, o que Paulo está fazendo aqui? Ele está anulando o princípio da guarda do descanso ou o ensinamento judaizante do sétimo dia? Paulo está dizendo que o cristão não tem a mínima obrigação de observar o ritualismo judaico. Os três termos usados por Paulo são rituais judaicos. Levítico 23 faz um comentário detalhado desses termos. Os versos 1-3 tratam do sábado semanal: Disse o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As festas fixas do SENHOR, que proclamareis, serão santas convocações; são estas as minhas festas. Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é sábado do SENHOR em todas as vossas moradas”. Em Colossenses 2.16, Paulo chama isso de “sábados”. Do verso 4 ao verso 44, Moisés fala sobre as grandes festas de Israel: Páscoa, Pães Asmos, Pentecostes e Tabernáculos. Paulo se refere a estas ocasiões como “festas”. Quando fala da “lua nova” Paulo está se referindo a um holocausto que acontecia por ocasião da lua nova de cada mês: “As suas libações serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto da lua nova de cada mês, por todos os meses do ano” (Números 28.14).

Irmãos, de acordo com Paulo, ninguém pode nos julgar ou nos condenar por não observarmos estes ritualismos judaicos. E, percebam, que Paulo associa os sábados com as demais cerimônias do Antigo Testamento.

A razão do argumento de Paulo está no versículo 17: porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”. Todas as cerimônias do Antigo Testamento eram sombra de Cristo. Os rituais do Antigo Testamento preanunciavam a pessoa e a obra do Senhor Jesus Cristo. “A pessoa e a obra de Cristo estão atrás de todas as observâncias cerimoniais do Antigo Testamento: as festas, os sábados da lua nova e o sábado do sétimo dia como o original divino”.[7] Outro exemplo desta verdade era o Templo. Cristo afirmou que ele é o verdadeiro templo, a verdadeira habitação de Deus com o seu povo (João 2.19). Isso quer dizer que, até mesmo o sábado, o sétimo dia da semana, era algo que apontava para Cristo. No sábado do fim da semana, o povo aguardava a vinda do Messias, o verdadeiro doador do descanso. Tendo sido cumprido em Cristo, o sábado não é mais obrigatório para o cristão.

2.2. Os elementos cerimonial e moral do Quarto Mandamento

Uma palavra de advertência se faz necessária aqui. Apesar do crente não mais ser obrigado a guardar o sétimo dia da semana, a argumentação do apóstolo Paulo não diz que ele abre mão do dever moral de se observar um dia em sete. Isso quer dizer, meus irmãos, que “há um elemento moral no quarto mandamento, pois faz provisão para a adoração de Deus”.[8] Entendamos, que no quarto mandamento há um elemento cerimonial (o sétimo dia da semana) e um elemento moral (a adoração a Deus). O elemento cerimonial diz respeito à aplicabilidade do mandamento ao Israel físico que havia sido libertado do Egito. O elemento moral diz respeito a algo que é válido para todas as pessoas em todas as épocas.

Nós temos a convicção de que o dia de descanso é uma obrigação moral e perpétua. Tal convicção parte de Gênesis 2.1-3. Percebam, queridos irmãos, que o estabelecimento do descanso está associado com o estabelecimento de outros dois mandatos criacionais: o trabalho (Gênesis 1.24; 2.15) e o casamento (Gênesis 2.18-25). Assim como são permanentes o trabalho e o casamento, o descanso também o é.

2.3. Evidências históricas

Sobre a alegação adventista, de que o domingo é uma invenção da Igreja Católica Romana e do imperador romano Constantino, nós podemos responder que se trata de uma absurda ignorância dos fatos históricos. A Igreja Católica Romana teve a sua instauração oficial no ano de 590 d.C., com a ascensão do papa Gregório Magno. Já Constantino chegou ao poder unificado do Impèrio Romano em 312 d.C. Por qual razão estas informações são interessantes? Porque existe um documento primitivo, datado de mais ou menos 150 d.C., chamado Didaquê ou Instrução dos Doze Apóstolos, que afirma o seguinte: “Reuni-vos no dia do Senhor para a fração do pão e agradecei (celebrai a eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro”.[9] Interessantemente, uma das principais orientações do autor do Didaquê, era para que os cristãos procurassem se diferenciar dos judeus. Por exemplo, tratando dos dois dias de jejuns semanais, o autor dá a seguinte orientação aos cristãos: “Vossos jejuns não tenham lugar com os hipócritas[10]; com efeito, eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana; vós, porém, jejuai na quarta-feira e na sexta”.[11]

Além do Didaquê, Inácio de Antioquia, discípulo do apóstolo João, escreveu o seguinte ao povo de Magnésia (atual Manisa, Turquia): “Não sejam enganados com doutrinas estranhas, nem com fábulas antigas. Pois se ainda vivemos de acordo com a lei judaica, estamos admitindo que não recebemos a graça”. Em seguida, ele chama os seus leitores de “aqueles que haviam alcançado a posse de uma nova esperança, não mais observando o sábado”.[12] Na mesma carta, Inácio diz o seguinte, confrontando o domingo com o sábado judaico: “O Dia do Senhor, no qual, também, nossa vida surgiu por meio dele e de sua morte, fato este negado por alguns – é o mistério pelo qual recebemos a fé”.[13] Para Inácio, observar o dia do Senhor é reconhecer que a salvação é, pela morte e ressurreição de Jesus, uma observância do shabbath.

Outros Pais da Igreja do século II poderiam ser citados, para mostrar que a afirmação sabatista é completamente desprovida de fundamentação histórica, como por exemplo, Justino Mártir, Irineu de Lyon, Clemente de Alexandria, e Tertuliano (início do século III).

Então, queridos irmãos, creio que através da conceituação do termo hebraico tB'v;, do argumento paulino da cessação do cerimonialismo judaico e das evidências históricas aqui apresentadas, fica claro que a reivindicação adventista não se sustenta. Eles, na verdade, estão desprezando a pessoa e a obra de Jesus Cristo ao se prenderem àquelas coisas que nada mais eram do que “sombra”. A questão, irmãos, é que para os adventistas as ordens apostólicas não têm nenhum peso. O que Paulo disse, para eles não tem nenhum valor. Um escritor adventista chamado Richard Lewis afirmou o seguinte: “Seja enfatizado que, mesmo se fosse encontrado apoio apostólico para o domingo, ainda o cristão bíblico não o poderia aceitar. Nem mesmo um apóstolo poderia mudar a lei de Deus”.[14] Ele não reconhece a autoridade apostólica inspirada como autoridade do próprio Deus. Isso porque para os adventistas o que vale é o que Ellen G. White afirmou. Para eles, as profecias de Ellen White têm autoridade divina e têm precedência sobre a autoridade apostólica. No mínimo, isso é uma atitude por soberba. No máximo, é heresia.[15]



[1] Citado em Brian Schwertley. O Sabbath é Obrigatório na Era da Nova Aliança. p. 1. Extraído do site http://www.monergismo.com.

[2] Este é o argumento da fundadora do movimento, Ellen G. White, na sua obra The Great Controversy, págs. 58, 59. Citado em G. H. Waterman, In: Merrill C. Tenney (Org.), Enciclopédia da Bíblia Cultura Cristã, Vol. 5, (São Paulo: Cultura Cristã, 2008), 274.

[3] CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER, I.6, (São Paulo: Cultura Cristã, 2003), 21.

[4] Brian Schwertley. O Sabbath é Obrigatório na Era da Nova Aliança. p. 6.

[5] Victor P. Hamilton, In: R. Laird Harris, Gleason L. Archer, Jr., e Bruce K. Waltke, Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, (São Paulo: Vida Nova, 2001), 1520.

[6] Joseph A. Pipa, O Dia do Senhor, (São Paulo: Os Puritanos, 2000), 103.

[7] Ibid, 107.

[8] G. H. Waterman, In: Merrill C. Tenney (Org.), Enciclopédia da Bíblia Cultura Cristã, Vol. 5, 273.

[9] Alberto Beckhäuser (Coord.), Coleção Fontes da Catequese: Didaquê, XIV.1, (Rio de Janeiro: Vozes, 1970), 39.

[10] Os “hipócritas” referidos pelo didaquista são os judeus.

[11] Alberto Beckhäuser (Coord.), Coleção Fontes da Catequese: Didaquê, VIII.1, 31.

[12] Citado em G. H. Waterman, In: Merrill C. Tenney (Org.), Enciclopédia da Bíblia Cultura Cristã, Vol. 5, 272.

[13] Citado em R. J. Bauckham, “O Shabbath e o Domingo na Igreja Pós-Apostólica”, In: D. A. Carson (Org.), Do Shabbath para o Dia do Senhor, (São Paulo: Cultura Cristã, 2006), 270.

[14] Richard Lewis, The Protestant Dilemma, (Mountain View, 1961), 103. Citado em Joseph A. Pipa, O Dia do Senhor, 114.

[15] O longo comentário do apologeta reformado Gordon H. Clark é interessante. Comentando o capítulo XXI, seção 7 da Confissão de Fé de Westminster, ele afirma o seguinte: “Com a ressurreição de Cristo o dia de descanso e culto foi mudado do sétimo para o primeiro dia da semana. Quem o mudou? A Igreja Romana reivindica ter autorizado a mudança; e os Adventistas do Sétimo Dia se recusam a cultuar no primeiro dia porque a Igreja Romana não tem nenhuma autoridade para mudar um mandamento de Deus. No entanto, mesmo que um edito imperial do quarto século possa ser citado como autorizando a mudança, ela não foi feita por algum imperador ou papa, mas pelos discípulos imediatos de Cristo. 1 Coríntios 16.2 diz, ‘No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for’. Um adventista do sétimo dia me disse que isto não indica nenhuma oferta como um serviço de culto no primeiro dia da semana, mas ao contrário, significa que no primeiro dia cada adorador deveria pôr de lado o que pretendia dar no próximo sétimo dia. Mas considere: se um homem recebe seu pagamento ao término de uma semana de trabalho – na noite de sexta-feira – e então cultua no sábado, parece estranho preveni-lo a separar sua oferta apenas na manhã de domingo. De Atos 20.7 nós sabemos que o serviço de culto cristão, incluindo a comunhão, tinha lugar no primeiro dia da semana. Esse dia era chamado de Dia do Senhor, como podemos inferir de Apocalipse 1.10. Assim, o Novo Testamento deixa perfeitamente claro que os cristãos não observaram o sétimo dia por trezentos anos para mudar apenas no quarto século por meio de um edito imperial ou papal”. Cf. Gordon H. Clark, What do Presbyterians Believe? The Westminster Confession Yesterday and Today, (Phillipsburg, NJ: Presbyterian and Reformed Publishing, 1965), 199, 200. Minha tradução.

2 comentários:

Ronaldo Echevenguá disse...

Querido Irmão bom dia !!! Gostaria de informar primeiramente que não sou Adventista, e também as vezes acho que a questão do Sábado é usada de maneira não racional digamos assim pela Igreja, porém eu discordo de sua visão, acredito que o entendimento vai muito além da Teologia, vem do Espírito Santo, o problema das pregações sobre este assunto, é que, cada Igreja quer puxar para o seu lado, e não dar o braço a torcer, então começam a buscar coisas, teologia, entendimento e etc... A Bíblia se auto explica, não é preciso teologia, é necessário orar antes de ler as escrituras sagradas e pedir o entendimento para o nosso SENHOR, Acredito que se não temos nada referenciando o Domingo nas escrituras, por que guardá-lo? ir a casa do SENHOR, louvar e adorá-lo, podemos e devemos fazer a qualquer dia da semana, mas não ler as escrituras e passar pensamentos baseados em teólogos faz de nós responsáveis por muitas almas que podem se perder, Todos nós sabemos, mas Jesus diz em Tiago1:17-18 que Deus não muda, Tiago (NT), existem várias passagens que para mim não deixam dúvidas sobre o dia ser guardado, mas as duas principais são, Exôdo 20:9 (AT) fala sobre os mandamentos de Deus, fala sobre guardar o sétimo dia, depois temos Mateus5:17-18 (NT)onde Jesus fala claramente que não veio ab-rogar a lei mas sim cumprila, para mim não fica dúvidas sobre que o Sábado é o dia ser guardado, acredito que o Sábado por si só não traz a salvação, mas tem grande parte na transformação do Cristão, a Igreja Adventista tem outros pensamentos sobre outros termos da Bíblia na qual não acompanha meu entendimento, mas na questão do Sábado para mim estão corretos.

A PAZ do SENHOR para todos, fiquem com Deus !!!

Alan Rennê disse...

Rafael,

Obrigado pela visita e pelo comentário. Mas, creio que teu comentário foi apressado e extremamente mal fundamentado.

1. Há outro texto no blog sobre as razões pelas quais guardamos o primeiro dia da semana. E o texto argumenta, com fundamentação, justamente contra a ideia de tradição. Já você vem com uma série de achismos. Não cola.

2. Sobre o uso do "etc." acho que quem não sabe das coisas é você. Consulte o VOLP, antes de vir vomitar bobagens e dizer que eu não sei das coisas.

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