sexta-feira, 15 de abril de 2011

EXORTAÇÃO A PERSEVERAR EM ORAÇÃO

Wilhelmus à Brakel

A fim de que sejamos incitados a perseverar, consideremos as seguintes questões:

(1) Perseverança na oração é recomendada em todos os lugares e ordenada como sendo o nosso dever particular: “sede... na oração, perseverantes” (Romanos 12.12); “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança” (Efésios 6.18); “Perseverai na oração” (Colossenses 4.2); “Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer” (Lucas 18.1).

(2) Perseverança traz a alma a uma boa disposição. Primeiro, ela nos ensina a reconhecer melhor Deus como o livre Doador, que não tem nenhuma obrigação para conosco; que pode dar ou não; e se Ele dá, é somente devido à Sua bondade. Em segundo lugar, ela fará com que o suplicante seja mais humilde, visto que ele percebe que é indigno de todas as graças e bênçãos: “O pobre fala com súplicas” (Provérbios 18.23). Estimaremos uma bênção muito mais se a tivermos recebido sob muitas orações, e teremos mais alegria se percebermos em tudo isso que, Deus respondeu às nossas orações.

(3) A perseverança nos levará a receber. Sob longa luta, Jacó foi abençoado (Gênesis 32). Depois de uma longa busca, a mulher cananeia recebeu aquilo que desejava (Mateus 15). Após a frequente repetição de sua oração, Elias recebeu chuva (1 Reis 18). Após a contínua oração da congregação, Pedro, de maneira maravilhosa, foi libertado da prisão (Atos 12). Mediante perseverança unânime em oração e súplica, o Espírito Santo foi derramado no dia de Pentecostes (Atos 1 e 2). Visto que muitos oram, mas apenas uma vez por um assunto, e não perseveram, eles também não o recebem. Portanto, se abstenha de tudo aquilo que dificulte você de perseverar, como por exemplo: letargia, preguiça, descrença de que o assunto não será concedido, divergência entre os nossos desejos (estando parcialmente focado nas coisas espirituais e parcialmente nas terrenas), a instabilidade dos nossos desejos. Tais questões, e outras semelhantes, fazem com que o suplicante facilmente desista de orar e o impedem de orar com frequência. Desse modo, ele seguirá sem receber o cumprimento dos seus desejos. Portanto, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos.

FONTE: Wilhelmus à Brakel. The Christian's Reasonable Service. Vol. 3. Grand Rapids, MI: Reformation Heritage Books, 2007. pp. 461-462.

TRADUÇÃO LIVRE: Rev. Alan Rennê Alexandrino Lima

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