segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

OS 10 MELHORES LIVROS LIDOS NO ANO DE 2010

Como no ano passado, posto aqui os dez livros que mais aqueceram o meu coração no que passou. A lista é composta, majoritariamente, de literatura reformada. Não obstante, como toda verdade é verdade de Deus, na lista também figura literatura dita “secular”. Os melhores livros de 2010 foram os seguintes:

10. MINISTRANDO COMO O MESTRE – Stuart Olyott (Ed. Fiel)
Um pequeno livro, mas de um conteúdo extraordinário. Stuart Ollyot aborda o estilo e o método de pregação de nosso Senhor Jesus Cristo. O grande objetivo da obra é ajudar os pregadores a não se tornarem pregadores enfadonhos, mas sim, pregadores dinâmicos empolgantes e evangelísticos como Jesus Cristo. Há uma preocupação saudável com a explicação, ilustração e aplicação dos sermões. Ademais, Olyott encerra conclamando os pregadores a serem bem mais do que “pulpiteiros”; a serem homens que se identificam com o seu povo pela convivência diária.


9. PERFIL DE TRÊS REIS – Gene Edwards (Ed. Vida)
Este livro veio em boa hora. Trata-se da história parafraseada de Saul, Davi e Absalão. O foco é a pessoa do rei Davi. Edwards apresenta a postura de Davi, que ao ser perseguido tanto por Saul quanto por Absalão, colocou a sua confiança apenas em Deus. O livro é dividido em suas partes. Na primeira, Edwards apresenta um rei idoso – Saul – perseguindo um jovem rei – Davi. Na segunda parte, as coisas se invertem: um rei idoso – Davi – é perseguido por um rei jovem – Absalão.



8. O SEGREDO DA VIDA AO PÉ DA CRUZ – C. J. Mahaney (Ed. Vida)
Como um antídoto contra o legalismo, a vida centrada na cruz de Cristo é a resposta. C. J. Mahaney explora os benefícios advindos da cruz, como por exemplo, a libertação do legalismo, da culpa e da vergonha. Extraordinário é o tratamento dado à questão do farisaísmo. Mahaney explora a diferença entre justificação e santificação, mostrando que se constitui em erro crasso a tentativa de introduzir nossa participação na obra monergista da justificação.



7. APASCENTA O MEU REBANHO – Don Kistler [Org.] (Ed. Cultura Cristã)
Trata-se de uma excelente obra sobre pregação, escrita por alguns dos mais representativos estudiosos reformados, tais como: Albert Mohler, James Montgomery Boice, Derek Thomas, Joel Beeke, R. C. Sproul, John Armstrong, Sinclair Ferguson, Don Kistler, Eric Alexander, John Piper e John MacArthur. Os escritores exploram as diversas facetas da pregação, como por exemplo: sua primazia, o caráter da pregação expositiva e experimental, a importância de se atingir a vontade por meio da mente e do coração, a pregação evangelística e aquela que visa confortar os que sofrem.


6. CINEMA E FÉ CRISTÃ – Brian Godawa (Ed. Ultimato)
Brian Godawa, roteirista profissional de filmes, compartilha uma excelente ferramenta para nos ajudar a discernirmos as visões de mundo que são apresentadas nos filmes de Hollywood. O autor nos previne contra duas atitudes extremadas e prejudiciais: a anorexia cultural e a glutonaria cultural. A primeira consiste em evitar, dizer “não” a toda manifestação cultural. Já a segunda consiste em dizer “sim” de forma acrítica a tudo aquilo que a cultura nos oferece.



5. CONTAGIOUS CHRISTIAN LIVING – Joel R. Beeke (Reformation Heritage Books)
Como é uma vida cristã contagiante? Neste livro, Joel Beeke explora o que as Escrituras dizem a respeito de personagens como: a filha de Jefté, Bartimeu, Jacó e Daniel. Beeke argumenta que uma vida cristã contagiante é caracterizada por uma submissão sacrificial, como a da filha de Jefté, um caráter cristocêntrico, como demonstrado por Bartimeu, uma bênção contagiante, como a de Jacó, e uma consistente integridade, como a demonstrada por Daniel. É nesta obra que o Dr. Beeke apresenta oito argumentos contra a ideia de que Jefté sacrificou a sua filha, oferecendo-a como holocausto.

4. A GUERRA PELA VERDADE – John MacArthur, Jr. (Ed. Fiel)
Este livro é uma convocação a todos aqueles, que amam a fé que foi entregue uma vez por todas aos santos, a se empenharem na defesa pela verdade absoluta da Palavra de Deus. John MacArthur nos adverte acerca dos falsos mestres que, dissimuladamente têm se introduzido na Igreja de Cristo, disseminando as suas heresias. Precioso é o apêndice, que mostra a razão de a prática do discernimento estar fora de moda e apela para que nos engajemos em julgar tudo aquilo que nos é apresentado.


3. COMO LER LIVROS – Mortimer J. Adler e Charles Van Doren (Ed. É Realizações)
Medalha de bronze. Li a famosa obra de Mortimer Adler como cumprimento de um dos requisitos da disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica, do mestrado no Andrew Jumper. E, confesso, foi uma das tarefas mais prazerosas! Adler e Van Doren apresentam os quatro níveis de leitura existentes: Elementar, Inspecional, Analítica e Sintópica. Depois da leitura percebi que ainda não sabia realizar nem a leitura analítica nem a leitura sintópica. Não obstante, com os insights e exposições dos autores colocados em prática, é possível obter uma compreensão maior e melhor daquilo que lemos.


2. OS PURITANOS E A CONVERSÃO – Samuel Bolton, Nathaniel Vincent e Thomas Watson (Ed. PES)
Medalha de Prata. Obra composta de três tratados puritanos: 1) Pecado: O Mal sem Par, de Samuel Bolton (1606-1654); 2) A Conversão de um Pecador, de Nathaniel Vincent (1638-1697); e 3) A Coisa Indispensável, de Thomas Watson (1620-1686). Em uma época, como a nossa, na qual há uma verdadeira confusão sobre o que realmente é a conversão de um pecador, esta compilação é extremamente valiosa.




1. UM GUIA SEGURO PARA O CÉU – Joseph Alleine (Ed. PES)
Medalha de ouro. Certa feita perguntei ao Pr. Josafá Vasconcelos sobre a sua opinião a respeito deste livro. Sua resposta foi emblemática: “Alan, sempre digo aos membros da minha igreja: ‘Não morra sem ler este livro!’” Foi a partir dessa afirmação que tive o desejo de ler a obra do puritano Joseph Alleine (1634-1668). Um Guia Seguro para o Céu é um daqueles livros que abala as estruturas do leitor, que o impele à reflexão e ao auto-exame. Alleine apresenta os erros a respeito da conversão, bem a natureza da verdadeira conversão, as características e as misérias dos que não são convertidos. Ele finaliza dando algumas orientações para os que não são convertidos e apresentando os motivos para a conversão. Eis a frase que mais me marcou: “Ó homem miserável, que monstro deformado o pecado fez de você! Deus o fez ‘um pouco menor do que os anjos’; o pecado o fez um pouco acima dos demônios, um monstro que tem a cabeça e o coração no lugar dos pés, e estes, esperneando contra o céu – tudo fora de lugar” (pág. 49).

Boa leitura!

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