sábado, 11 de julho de 2009

SOBRE JOÃO CALVINO


Ainda em alusão aos 500 anos do Reformador de Genebra, transcrevo abaixo alguns testemunhos de estudiosos conhecedores da História. Primeiramente, elencarei estudiosos brasileiros e, posteriormente, estudiosos estrangeiros:

DR. ALDERI SOUZA DE MATOS: “Calvino é considerado não só o pensador mais articulado e fecundo entre os reformadores protestantes, mas uma das mentes formadoras do mundo moderno”.[1]

DR. HERMISTEN MAIA PEREIRA DA COSTA: “Calvino, com sua vida e ensinamentos, contribuiu para forjar um tipo novo de homem: o reformado, que vive, no tempo, a plenitude do seu tempo para a glória de Deus! Portanto, ‘o verdadeiro discípulo de Calvino só tem um caminho a seguir: não obedecer ao próprio Calvino, mas Àquele que era o mestre de Calvino’”.[2]

REV. WILSON SANTANA SILVA: “Segundo um pensador francês, Calvino deve ser considerado o ‘pai de uma civilização’. Ao longo dos séculos o calvinismo tem despertado muitas consciências e influenciado nações inteiras. São notórias as mudanças que ele provocou na Suíça, Holanda e Escócia, entre outras nações”.[3]

REV. RICARDO QUADROS GOUVÊA: “Dizer que Calvino foi um grande teólogo soa como um eufemismo tímido e impróprio. É bastante provável que Calvino tenha sido o maior e principal teólogo cristão de todos os tempos. Tivesse toda a obra dele se perdido, e nos restassem apenas as suas cartas, ainda assim ele teria de ser considerado um grande teólogo. Não é exagero afirmar que a história da teologia pode ser dividida em: ‘pré-calvinista’ e ‘pós-calvinista’”.[4]

DR. ARMANDO ARAÚJO SILVESTRE: “Calvino foi também um homem com um pé no século XV e outro no século XVII. Sua qualidade linguística clássica, sua vontade de chegar à essência num sentido pré-cartesiano. Um picardo, homem do norte da França, nunca um legítimo genebrês ou renascentista no sentido pagão e mediterrâneo do termo. Seguiu o modelo de Sêneca, não o de Epicuro. Um corpo enfermo dentro de sua total austeridade de um admirador das estrelas, da majestade admirável de Deus... Viveu com autenticidade e morreu sem pompas, e o mundo todo ainda fala dele, 500 anos depois”.[5]

REV. WILSON DE CASTRO FERREIRA: “João Calvino era, indubitavelmente, um homem de excepcionais dons de inteligência e caráter, que nem mesmo alguns dos seus mais tenazes inimigos ousam negar. No entanto, a sua constituição física, já de si mesma frágil, foi dominada por enfermidades tantas e tão inquietantes, capazes de tirar a calma, o equilíbrio e a vontade de viver e trabalhar mesmo ao mais paciente dos mortais. Por outro lado, possuía a humildade necessária para lamentar diante de Deus e perante os amigos mais íntimos seus resvalos e fraquezas. A respeito dele poderíamos dizer, parodiando o apóstolo São Paulo: ‘Onde abundou a fraqueza, superabundou a graça’. Daí o nome que lhe foi dado por outras razões, mas que tão providencialmente se lhe assenta João, que quer dizer, a graça de Deus. Um homem sim, chamado João, exemplificação autêntica da superabundante graça que supre as faltas da nossa fraqueza humana”.[6]

REV. EDUARDO GALASSO FARIA: “Da obra realizada por este servo de Deus cresceu uma árvore que se tornou frondosa, tendo frutificado nos mais diferentes lugares e épocas desde então. Vista à distância, esta caminhada histórica aponta para a existência de uma espiritualidade cristã vigorosa que, como dom precioso é acima de tudo e em primeiro lugar, motivo de gratidão”.[7]

RONALD WALLACE: “Ele vivia de acordo com sua oração para que Deus o capacitasse a viver de maneira coerente com seu ensino. Sua vida era transparente diante das outras pessoas. Ele escreveu ao seu confesso pior inimigo na cidade, desafiando-o a examinar toda sua vida e sua obra e afirmando que esse exame minucioso não iria garantir nada senão mais uma prova de sua integridade: ‘Você mesmo sabe... que sou uma pessoa para quem a lei de meu Mestre Celestial é tão querida que a causa de nenhum homem sobre a face da terra irá induzir-me a deixar de manter isso com uma consciência pura’”.[8]

STEVEN J. LAWSON: “Com exceção dos homens usados por Deus para escrever a Bíblia, Calvino é ainda hoje o mais influente ministro da Palavra de Deus que o mundo já viu. Nenhum homem antes ou depois dele foi tão prolífico e tão profundo no lidar com as Escrituras. O discernimento exegético de Calvino trata da maior parte do Antigo Testamento e de todo o Novo Testamento, com exceção de Apocalipse. Para a maioria das pessoas, ele permanece como o maior comentador bíblico de todos os tempos. Em seu leito de morte, quando recapitulou suas muitas conquistas, Calvino mencionou seus sermões em vez de falar dos seus vastos escritos. Para Calvino, pregar era a tarefa mais importante”.[9]

THEODORE BEZA: “Por ter sido um espectador de sua conduta durante dezesseis anos, tenho dado fiéis informações sobre sua vida e morte, e posso declarar que nele todos os homens podem ver o mais belo exemplo de caráter cristão, um exemplo que é tão fácil de caluniar quanto difícil de imitar”.[10]

BENJAMIM B. WARFIELD: “Eis o segredo da grandeza de Calvino e a fonte de sua força revelada a nós. Homem algum jamais teve um senso mais profundo de Deus do que ele. Homem algum jamais se rendeu totalmente à direção divina como ele o fez”.[11]

JACOBUS ARMINIUS: “João Calvino está um nível acima de qualquer comparação, no que diz respeito à interpretação da Escritura. Os seus comentários precisam ser muito mais valorizados do que qualquer dos escritos que recebemos dos pais da igreja”.[12]

RICHARD BAXTER: “Não conheço outro homem, desde os dias dos apóstolos, que eu valorize e honre mais do que João Calvino. Eu me aproximo e tenho grande estima de seu juízo sobre todas as questões e sobre seus detalhes”.[13]

ANDRÉ BIÉLER: “No decurso dos vinte séculos da história cristã, houve poucos homens eminentes que suscitaram tão abundante literatura e tão ardentes polêmicas quanto o reformador João Calvino. Sua atuação e seu pensamento têm sido analisados e criticados sob quase todos os ângulos e em todas as línguas; e a influência deste homem de qualidades tão variadas tem sido tão poderosa e tão penetrante, em tantas esferas, que ele continuará ainda por muito tempo a exercer seu impacto e a despertar o interesse de uns e a hostilidade de outros”.[14]

LORD BOLINGBROKE[15]: “Pegou-me lendo João Calvino. Era realmente um homem de grandes qualidades, profundo bom senso, e vasta erudição. Trata com grande maestria as doutrinas da graça... Essas doutrinas certamente são as doutrinas da Bíblia; e se eu acreditasse na Bíblia, teria de acreditar nelas. E deixe-me dizer-lhe, com seriedade, que o maior milagre no mundo é a subsistência do cristianismo e sua continuada preservação, embora a pregação dele se ache entregue aos cuidados de miseráveis patifes como você”.[16]

Acredito que basta. Quer conhecer mais sobre João Calvino? Pois bem, procure ler Calvino. Não se contente em formar uma opinião a seu respeito apenas por meio do que outros falam. Garanto que você encontrará pessoas que o elogiam e também encontrará pessoas que, aparentemente, vivem num vácuo existencial e histórico, que por pura ignorância e preconceito, dizem asneiras a respeito do Reformador de Genebra. Por isso, leia as obras de João Calvino!


[1] Alderi Souza de Matos, Fundamentos da Teologia Histórica, (São Paulo: Mundo Cristão, 2008), 161.

[2] Hermisten Maia Pereira da Costa, Calvino de A a Z, (São Paulo: Vida, 2006), 51.

[3] Ibid, 9.

[4] Da Apresentação de: João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã, (São Paulo: Fonte Editorial, 2008), 9.

[5] Armando Araújo Silvestre, Calvino: O Potencial Revolucionário de um Pensamento, (São Paulo: Vida, 2009), 146.

[6] Wilson de Castro Ferreira, Calvino: Vida, Influência e Teologia, (Campinas: Luz para o Caminho, 1984), 29.

[7] Da Introdução de: João Calvino, Textos Escolhidos, (São Paulo: Pendão Real, 2008), 5.

[8] Ronald Wallace, Calvino, Genebra e a Reforma, (São Paulo: Cultura Cristã, 2003), 241.

[9] Steven J. Lawson, A Arte Expositiva de João Calvino, (São José dos Campos: Fiel, 2008), 17.

[10] Theodore Beza, The Life of John Calvin, (Edinburgh: Back Home Industries, 1996), 117.

[11] Citado em Steven J. Lawson, A Arte Expositiva de João Calvino, 45.

[12] Citado por F. Solano Portela no Prefácio de: João Calvino, 2 Coríntios, (São José dos Campos: Fiel, 2008), 11.

[13] Ibid, 12.

[14] André Biéler, O Pensamento Econômico e Social de Calvino, (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1990), 27.

[15] Lord Bolingbroke é descrito por Augustus M. Toplady como “o célebre incrédulo”. O contexto de suas palavras foi quando um clérigo, amigo do Lorde lhe fez uma visita.

[16] Citado em J. P. Willes, Ensino Sobre o Cristianismo, (São Paulo: PES, 2002), 312.

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