sexta-feira, 31 de agosto de 2007

A ORAÇÃO QUE DEUS OUVE

* REV. ALAN RENNÊ ALEXANDRINO LIMA

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro em mim um espírito inabalável”.

Charles Hodge, um grande servo de Deus, que viveu nos Estados Unidos no século XIX, classificou a oração como um meio de graça. Por meio de graça queremos dizer “as influências supernaturais do Espírito Santo, para a alma dos homens” (Teologia Sistemática, p. 1531). Com base nessa definição podemos entender que, um meio de graça é um instrumento de Deus, pelo qual Ele comunica graça ao Seu povo amado. Mas é preocupante o fato, de que, as pessoas hoje perderam essa noção. Por exemplo, é corrente nos nossos dias a crença, de que, uma pessoa em processo de correção não possa orar, “pois ela está em pecado”, segundo afirmam. Perdeu-se a noção da oração como um meio usado pelo Deus soberano para abençoar Seus filhos e filhas.

A oração é uma conversa da alma com Deus, pois orando manifestamos ou expressamos diante dele nosso amor e reverência pela Sua grandeza, gratidão por Suas bênçãos, penitência por nossos pecados, esperança no Seu perdão, submissão à Sua soberania, confiança na Sua providência e desejos por toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo Jesus.

Diante disso, o que dizer de afirmações que tentam excluir outras pessoas do meio de graça da oração? Primeiro devemos entender que, todos os pecados são igualmente odiados por Deus, pois vão de encontro à Sua retidão e santidade. Apenas diante da sociedade costumamos fazer distinções de pecados em graus de gravidade maior ou menor. Isso tem o propósito muito claro de manter a ordem na comunidade. Segundo, todos os seres humanos são pecadores, “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Conseqüentemente, todas as orações dirigidas a Deus são feitas por seres humanos pecadores.

Leiamos novamente o versículo que inicia nossa reflexão. Trata-se de uma parte de um salmo escrito pelo grande rei Davi, “o homem segundo o coração de Deus”. Trata-se também de uma oração de confissão. Mas qual pecado Davi confessava nesse salmo? O adultério com Bate-Seba e o assassinato de Urias. Dois pecados hediondos. Mas esses pecados tornaram Davi inabilitado para se dirigir a Deus em oração? Não! A conclusão à qual podemos chegar através desse exemplo é que, se quem peca não pode orar a Deus, conseqüentemente, não há perdão para ninguém. Logo, dizer que alguém que está em disciplina não pode orar é um sofisma errado e pecaminoso. Deus recebe as nossas orações não por nossos próprios méritos, mas unicamente pela obra de Cristo nos céus, ao interceder por nós, que somos tão carentes da graça de Deus.

Agora algo deve ser dito sobre o outro lado, uma oração de confissão implica em abandono da prática pecaminosa. Portanto, não podemos nos voltar a Deus em oração e continuar com nossos pecados. Pois assim fazendo, zombamos de Deus. Deus nem olha para os que o buscam estando com a vida desmantelada. Pelo contrário, Ele diz que “o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra”. Que evitemos esses dois extremos na nossa caminhada cristã. Lembremos que, como o próprio Davi afirma: “sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus”.

4 comentários:

Allen Porto disse...

excelente post!
abraço
:) SDG

PPRamada disse...

Olá Allan.

Bem vindo a comunidade blogosfera cristã.

Ablagos.

JORGE disse...

Olá Pr. Alan td bem! Gostei muito dos seus artigos estou lendo os outros uma abraço. Sim quando vem aqui em teresina?

Alan Rennê disse...

Grande Jorge!

Satisfação tê-lo aqui meu irmão!

Muito obrigado pelas palavras. Leia e divulgue!

Provavelmente irei a Teresina em meados de setembro. Se o Senhor quiser iremos conversar bastante.

Um enorme abraço!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...