quarta-feira, 29 de agosto de 2007

APAIXONADOS POR JESUS: SÍNDROME DE UMA GERAÇÃO GENÉRICA

*Rev. Ashbell Simonton Rédua

A geração hodierna é uma geração de apaixonados por Jesus. A paixão é uma perda da consciência dos próprios limites da realidade. O que interessa é o momento e a felicidade desse momento, especialmente em se tratando do Louvor e Adoração, e não as qualidades vinculativas do Culto à Deus.

Aos apaixonados por Jesus é uma geração que vive no limbo teológico e ainda estão neles, isto é, alguém que participa do louvor até enjoar. Suponhamos que você adore ao Senhor e aqueles primeiros cultos é delicioso, “divino-maravilhoso”. Depois vem os outros que é supergostoso, depois de algum tempo é bom, mas chega o momento em que não há mais prazer. O que significa que a repetição do estímulo diminui a intensidade da resposta. Então, a adoração acabou. Mas o que a substitui? Será que de repente entra-se numa nova onda, quem sabe um “louvor extravagante”, algo fora do comum e o meu desejo e atraído para viver este estilo de vida nos momentos culticos de louvor e adoração. Infelizmente não. Há um entorpecimento espiritual. É como alguém que estivesse operando um aparelho com baterias fracas, produzindo apenas as mais frágeis fagulhas da espiritualidade.

Ser apaixonados por Jesus é apenas ser genérico, isto é faz parte de um gênero relativo a viver um estado puro, como se realmente fosse. Ser genérico é ser movido pela paixão, é levar-se a perder o controle de si próprio (Rm 12:1-2), ou seja, sempre há um real perigo de se ficar cego (cego guias de cego), de “perder a razão”, de sujeitar-se ao raciocínio direto, o que obriga o adorador a pensar no culto como objeto do adoração, e a fazer bobagens, a rastejar, se for preciso, a dançar, enfim a viver um frenesi de “vale tudo” para “preencher” a falta alucinado do verdadeiro Deus e Senhor na sua vida.

A geração de apaixonados por Jesus acreditam que a vida sem aquela paixão não vale a pena ser vivida (e isso nunca é verdade). É uma espécie de loucura, uma idéia fixa que destrói a auto-estima e o equilíbrio do apaixonado. Ela nos impede de enxergar os nossos defeitos e nos faz acreditar que esta forma de vida é a chave de nossa felicidade, isto a paixão é idealizadora.
Alguém poderia dizer: “Entendo que as músicas são lindas, estou emocionado, não mereço, pois ando com uma fome de adorar, ando com saudade de expressar-me, pois já não agüento mais ser apenas uma esponja, absorvendo e comendo o tradicionalismo que mata as nossas igrejas. Isto mesmo, ser apaixonado por Jesus me trouxe de volta a mais antiga lembrança do amor à Deus. Isto mesmo, esta geração de apaixonados trouxe de volta o “meu primeiro amor”.

Entendo que na Teologia há vários modelos de aplicação da paixão, como por exemplo quando nos reportamos “A paixão de Cristo”. Das várias interpretações da Paixão de Cristo, seu sacrifício cruento, sua morte vicária e a salvação do homem.

Pois bem, ser apaixonado por Jesus, não tem a mesma conotação da “Paixão de Cristo“, são circunstâncias e evidências bem diferentes teologicamente.

Entendo também que quem quer viver apaixonado por Jesus, vive em conflito, sofrimento, busca seus próprios interesses. Mas quem quer viver em amor pelo Senhor é alegre, é livre, produz, é um conquistador, aprende coisas novas para trocar lições de vida com outros irmãos. O amor incentiva a doação, ao perdão, sobre, não aponta os culpados por seu sofrimento, não acusa, não odeia. Se sente especial, torna sua vida mais alegre, mais interessante e torna também as dificuldades mais fáceis de serem superadas. São mais calmos, os apaixonados são muito agitados. Os que amam são mais calmos, serenos, tranquilho.

Há eu prefiro o padrão bíblico que é o amor. Amo os apaixonados por Jesus, e quero vê-los não apaixonados, mas amando o Senhor Jesus. Amando de todo o teu coração, não com um coração dividido, de todo o teu entendimento, racionalmente e de toda a tua força, e por causa desse amor, procure ser fiel ao Senhor e desfrutar constantemente da Sua presença, a maior de todas as presenças na nossa vida.
Soli Deo Glória
Rev. Simonton Rédua

2 comentários:

ALUISIO disse...

Vou te fazer uma pergunta, será que Jesus no seu lugar estaria fazendo esse comentário?
Isso que voce faou pode ser tudo verdade, mas meu irmão, imagina essas pessoas que voce citou, imagina quantas almas ganharão para Jesus!Todos nós temos defeitos, voce nunca vai encontrar uma igreja perfeita, só quando Jesus vir para pega-la , estaremos em perfeição!Mas agora, temos que esquecer os defeitos de nossos irmãos, e ir atraz de almas!!!
Quem opera é Deus!!!
Deus te abençoe!!!

Alan Rennê disse...

Caro Aluísio...
Primeiramente, deixe-me dizer que não pude deixar de nota que, pelo menos ao que parece, você achou que esse post é de minha autoria. Pois bem, não é. A autoria é do Rev. Ashbel Simonton Redua. No entanto, como está publicado no meu blog, assumirei a responsabilidade. Vamos às suas considerações.
Será que Jesus diria isso? Creio que sim, pois foi ele quem disse coisas semelhantes como: "Este povo honra-me com lábios, mas o seu coração está distante de mim", "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas...". Foi Jesus que, consumido pelo ZELO pela Casa de seu Pai chicoteou os cambistas que estavam no Templo. Creio que estes poucos exemplos são mais que suficientes pra refutar a sua tese.
Em segundo lugar, se o que eu disse é tudo verdade, como você parece assumir, então que todos se calem pelo estabelecimento da verdade. O grande problema é que nosso povo hoje deixou de amar a verdade, e é exatamente por isso que vivemos no meio de um caos doutrinário e pragmático. Além disso, aconselho o amado irmão a ler a Segunda Epístola de João. Lá você verá por conta própria que, segundo o apóstolo (não eu), nossa comunhão e o nosso amor pelos irmãos deve ser pautado pela verdade. Consequentemente, não podemos sacrificar a verdade de Deus no altar de um suposto amor. Importa amar, acima de tudo, a Deus e a sua verdade.
Terceiro, a famigerada frase utilizada por você, "ganhar almas pra Jesus" é antibíblica! Pergunto a você: Pra quê "ganhar almas" pra Jesus, se o próprio Deus diz em Ezequiel 18: "Todas as almas são minhas"? Pergunto novamente: Ganhar almas pra quem?
Quarto, o fato da Igreja Militante ser imperfeita (concordamos nisso) não justifica a nossa indolência e o abandono das verdades bíblicas em prol de um pragmatismo que tem matado a Cristandade. A Igreja é imperfeita sim, e vai ser até a volta de nosso Redentor. No entanto, devemos zelar por aquilo que Ele revelou em sua Palavra. O nosso ideal é caminhar rumo à perfeição.

Reflita nisso de uma forma desapaixonada!

Nos laços do Evangelho...

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