segunda-feira, 10 de julho de 2006

VEJA PUBLICA MATÉRIA SOBRE EVANGELICALISMO BRASILEIRO


A revista VEJA dessa semana publicou uma matéria intitulada "PASTOR É SHOW!". A tal matéria faz uma análise do crescimento assombroso do evangelicalismo brasileiro, procurando entender quais as causas diretas para tal crescimento. Até aí tudo bem, mas o grande problema é a escolha dos evangélicos mais "representativos" da atualidade, o que comprova os absurdos existentes em nosso meio.

Alguns exemplos podem ser citados a partir do próprio periódico:
1) "A nova geração de líderes evangélicos achou um caminho muito mais certeiro e útil de chegar ao coração dos fiéis: o da auto-ajuda. A promessa é a mesma que ofereciam pentecostais e neopentecostais da geração passada: o da felicidade e prosperidade aqui e agora. Só que, para alcançá-las, os novos pastores sugerem outras ferramentas: além da fé, o bom senso; somado à intervenção divina, o esforço individual".
Pode-se perceber aí que, "a nova geração de líderes evangélicos" abandona a genuína pregação do Evangelho e braça técnicas humanistas para poder ganhar adeptos. Fica claro que a ênfase não é na salvação dos eleitos de Deus, mas unicamente no ingresso de mais e mais pessoas, a fim de lotar os mega-templos. A conclusão óbvia é que há o abandono da verdade, da doutrina de Cristo Jesus. Consequentemente, quando a verdade é abandonada já sabemos o que impera. O apóstolo João disse que todo aquele que ultrapasse a doutrina de Cristo não teria o Pai. Quando alguém não tem o Pai também não tem nem o Filho nem o Espírito Santo. Na verdade, é filho do diabo...
2) Há a nítida identificação da música evangélica com o mercado fonográfico: A cantora Ana Paula Valadão é identificada como "a Sandy dos Evagélicos": "Com seu rosto bonito, voz afinada, ar de moça comportada e sorriso eternamente pregado no rosto, Ana Paula Valadão mais parece uma estrela pop de público adolescente do que pastora da Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte". Isso, aliado ao fato de que, hoje, perdeu-se aquela noção outrora existente de música como louvor sincero a Deus. A própria nomenclatura empregada hoje é a de mega-shows. O primeiro pensamento que vem à cabeça da grande maioria dos cantores evangélicos é a do dinheiro e do sucesso. Tempos atrás a revista Eclésia publicou uma matéria interessnate sobre os "Evangélicos em busca de Celebridade". Isso é de causar vergonha e humilhação! Música evangélica hoje é algo de natureza apenas mercadológica.

3) Há o claro abandono da noção de vocação: "Não é milagre. O nascimento de um pastor capaz de arrebatar multidões ou comandar programas de televisão campeões de audiência é fruto de uma bem arquitetada operação em que só vocação espiritual não basta". Meu coração fica apertado diante de tais palavras. Pastor para muitos INCRÉDULOS é apenas uma mera profissão. A nós pertence o corar de vergonha, utilizando as palavras do profeta Daniel, por tal abominação. O que me tranquiliza é unicamente a noção de que ninguém, absolutamente ninguém zomba de Deus!

Por essas e outras é bom orarmos a Deus pedindo misericórdia e procurar de todas as formas pregar a Palavra de Deus na sua ênfase salvação/condenação, apresentando Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Encerro com palavras dos meus amigos de saudosas memórias, os apóstolos Paulo e Pedro, divinamente inspirados pelo Espírito Santo: "Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem" (2 Coríntios 2.15), "pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade...".

QUEM TEM OUVIDOS OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS!!!

SOLI DEO GLORIA!

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